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ECONOMIA – Presidente da Coopercitrus diz que restrição de crédito a cooperativas contamina agronegócio

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Na safra 2017/2018, as cooperativas passaram a ter um limite de R$ 600 milhões em crédico

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Sem os recursos do Tesouro, o presidente da Coopercitrus afirmou que a cooperativa terá de buscar outras formas de financiamento (Foto: Marcos Santos/USP Imagens)

O presidente da Coopercitrus Cooperativa de Produtores Rurais, José Vicente da Silva, lamentou, ao Broadcast Agro, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, a limitação de crédito rural imposta pelo governo federal ao setor. Na safra 2017/2018, as cooperativas passaram a ter uma limitação de recursos do Tesouro para que possam repassar aos cooperados como financiamento agrícola por meio dos seus braços financeiros.

O limite é de R$ 600 milhões, o que é considerado pequeno por Silva para atender à demanda da Coopercitrus, a maior de São Paulo e uma das maiores do País, com 27 mil cooperados e uma receita estimada em R$ 3,5 bilhões para este ano."Infelizmente estamos vendo uma contaminação no agronegócio do contingenciamento de verbas. O governo teria de disponibilizar recursos do Tesouro, mas segura", disse.

"Outra coisa é a falta de visão por acharem que grandes cooperativas são empresas que não precisariam ter crédito rural; não enxergam o trabalho de pulverização de recursos de financiamento que fazemos aos cooperados", completou o presidente da Coopercitrus

Há uma semana, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, fez uma crítica pública à restrição do crédito às cooperativas. Durante evento de lançamento do plano agrícola e pecuário do Banco do Brasil, falando ao presidente Michel Temer, Maggi lamentou as restrições e cobrou uma liberação maior de crédito às cooperativas.

"O Banco Central e a (Ministério da) Fazenda irão entender que o que foi feito atrapalha e não ajuda", disse o ministro se dirigindo a Temer.

Sem os recursos do Tesouro, o presidente da Coopercitrus afirmou que a cooperativa terá de buscar outras formas de financiar o afiliado, como o uso de Adiantamento sobre Contrato de Câmbio (ACC), das Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), ou mesmo recursos com juros livres do mercado. "A expectativa é que, com a queda na Selic, esses recursos sejam disponibilizados com juros mais baixos", concluiu.

POR ESTADÃO CONTEÚDO

Fonte : Globo Rural