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Duas rotas que levam à redução da taxa de juros

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Fonte: Valor | Samuel Pessoa | Para o Valor, de São Paulo

A estabilização brasileira precisa ser completada. Apesar do enorme sucesso desde a alteração do padrão cambial, a introdução do sistema de metas de inflação e a produção de superávits fiscais suficientemente altos, convivemos com juros anormalmente altos. Recentemente, surgiu o problema da valorização do câmbio e, depois, o fantasma do monstro inflacionário.

Há dois caminhos para reduzirmos os juros. O primeiro é rumar para uma maior conversibilidade da moeda, de sorte que o risco cambial se reduza, e rever a política de acumulação de reservas. As duas medidas permitirão que a capacidade da economia absorver poupança externa seja muito maior, de forma a ser possível equilibrar demanda e oferta sem pressões inflacionárias e com uma taxa de juros menor. Esse caminho tem o efeito colateral de valorizar ainda mais o câmbio e produzir forte redução do emprego na indústria de transformação. O segundo caminho é alterarmos o contrato social da redemocratização, reduzindo fortemente o Estado de bem-estar social de forma a elevarmos a poupança doméstica.

 

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