Dólar alto ajuda a sustentar preços da soja

 

Mesmo com aumento da oferta do grão frente a colheita, câmbio aquece negociações

Dólar alto ajuda a sustentar preços da soja

No campo, sojicultores de algumas regiões estão preocupados com tempo chuvoso

Os preços de soja e derivados caíram no Brasil nos últimos dias como consequência do avanço na colheita, que já eleva a disponibilidade do grão no mercado interno. No entanto, as quedas foram limitadas pelo câmbio, que aqueceu o interesse vendedor. As negociações só não foram mais intensas por conta do período de carnaval, que paralisou o mercado em alguns dias da semana passada.

No campo, sojicultores de algumas regiões do Centro-Oeste estão preocupados com o clima chuvoso, que pode atrasar a colheita e prejudicar a qualidade do grão. Por outro lado, as chuvas beneficiam as lavouras ainda em desenvolvimento – vale ressaltar que, em Mato Grosso, há grande diferença entre o desenvolvimento de uma lavoura para outra. Em Mato Grosso do Sul, a colheita segue em bom ritmo e produtores esperam por uma boa safra. No Paraná, as chuvas interromperam a colheita nos últimos dias, mas sojicultores já voltaram aos trabalhos de campos e sinalizam que a produtividade está dentro do esperado.

Área colhida

O tempo mais seco na semana de 8/02 permitiu avançar com a colheita da soja em grande parte do país e 16% da área está colhida, segundo a AgRural.

No Paraná, 30% da área está colhida, ante 23% há um ano. Em Mato Grosso, os trabalhos estão em ritmo acelerado, com avanço semanal de 12 pontos, para 24%, em linha com os 23% do ano passado. Em Goiás, o avanço foi de 11 pontos e 18% da área está colhida. Mato Grosso tem 20% da soja retirada. São Paulo e Santa Catarina colheram 18% e 6%, respectivamente. No Rio Grande do Sul, a colheita teve início em áreas pontuais semeadas em setembro na região de Ijuí. Essas áreas, porém, ainda não chegam a 1% do total do Estado.

Na Bahia, a colheita começou apenas em talhões irrigados e atinge 1% do total. "Algumas lavouras estão há 12 dias sem chuva e, se não houver umidade nos próximos dias, podem ocorrer perdas", diz a AgRural. No sul do Tocantins, algumas área não recebem chuva há 15 dias. "No Piauí, cerca de 40% da soja está em fase reprodutiva e maiores volumes de chuva seriam bem-vindos."

 Cepea e Estadão Conteúdo

Fonte: Portal DBO