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Disputa entre ruralistas

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De olho na relatoria do Código Florestal no plenário da Câmara, os dois deputados do PMDB cotados para a função defendem o relatório aprovado no Senado. Um deles é Paulo Piau (MG), considerado um dos mais radicais na defesa do agronegócio. "Os senadores melhoraram a redação sobre a ocupação de topos de morro, por exemplo." Já Edinho Araújo (SP) diz que o texto oriundo do Senado "é um texto de avanços". Ele admite não ter conhecimento sobre todos os pontos do relatório.

A bancada do PMDB chegou a encaminhar ontem posição favorável à votação do Código Florestal ainda este ano. A decisão foi no meio da tarde. No início da noite, o presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), afirmou que a votação ficará para o início do próximo ano legislativo. "Tenho compromisso com as bancadas de incluir a votação do Código Florestal na pauta, como uma das primeiras medidas do próximo ano", disse Marco Maia.

Depois de ser atropelado pelo PMDB da Câmara na primeira votação da proposta em plenário, em maio, e diante da persistente pressão dos ambientalistas pelo veto, o governo não tem pressa em ver o relatório novamente votado na Câmara. "O relator ainda precisa elaborar o texto, encaminhar aos líderes dos partidos, o plenário precisa decidir pela urgência e, só assim, a votação seria encaminhada. Acho difícil dar tempo", disse o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP).

A proposta aprovada no Senado tem o aval do Ministério do Meio Ambiente (MMA), mas não conta com o apoio da bancada ambientalista na Câmara – que promete não votar o relatório – nem de entidades ambientalistas. A ex-senadora Marina Silva (Sem Partido-AC), que disputou a Presidência da República em 2010, pediu ontem que a presidente Dilma Rousseff vete o relatório do Senado, caso seja aprovado pela Câmara.

Fonte: CORREIO BRAZILIENSE – DF