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Discussão interfere em vendas

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Além do potencial custo de R$ 14 bilhões aos cofres da Eletrobras, a disputa judicial sobre a correção dos depósitos compulsórios também prejudica a companhia ao impedir uma execução mais célere para seu plano de reestruturação que tem como principais medidas a venda de ativos e a redução do endividamento.

Isso ocorre porque a companhia ofereceu suas participações de maior liquidez como garantias nos processos referentes aos compulsórios. Por isso, não pode se desfazer deles enquanto os processos não forem encerrados.

É o caso, por exemplo, da fatia de 35,2% que a estatal tem na transmissora ISA Cteep, um dos ativos preferidos do mercado no setor elétrico, pelos pagamentos regulares de dividendos e fluxo de caixa estável e crescente.

A Eletrobras tem como parte fundamental de seu plano de redução de endividamento a venda de R$ 4,6 bilhões em ativos possivelmente ainda neste ano.

A venda da fatia na transmissora ajudaria a cumprir grande parte desse plano. No fechamento de sexta-feira, a ISA Cteep tinha valor de mercado de R$ 9,89 bilhões, fazendo com que a fatia da Eletrobras seja avaliada em torno de R$ 3,9 bilhões.

Por Camila Maia | De São Paulo

Fonte : Valor