Demanda chinesa evita retração maior dos embarques brasileiros

Fundamental para catapultar as exportações brasileiras de soja em grão na última década, a demanda da China também tem sido vital para evitar uma retração ainda maior da receita dos embarques nacionais da matéria-prima em 2015.

Conforme dados divulgados na terça-feira pelo serviço aduaneiro do país asiático, as importações de soja em grão da China somaram 6,1 milhões de toneladas em maio, 2,6% mais que no mesmo mês do ano passado. O Brasil respondeu por 5,4 milhões de toneladas, ou quase 90% do total.

Com essa valiosa ajuda chinesa, as exportações brasileiras do grão, conforme dados da Secex compilados pelo Ministério da Agricultura, alcançaram 9,3 milhões de toneladas em maio, novo recorde para um único mês. Não fosse a forte queda das cotações internacionais da commodity, os exportadores teriam mais a comemorar, mas vale lembrar que o câmbio tem colaborado para sustentar a receita dessas vendas em moeda brasileira.

Nos primeiros cinco meses de 2015, apontou o serviço aduaneiro da China, o país importou 27 milhões de toneladas de soja em grão, 2,69% menos que no mesmo período de 2014, e o Brasil representou 9,4 milhões de toneladas desse total, ou 34,8%. Nesse caso, e por questões sazonais, os EUA lideraram o fornecimento, com uma fatia de 62,7%.

Como a demanda chinesa por soja em grão brasileira começou a recuperar o ritmo a partir do fim do terceiro trimestre, o país já encerrou os primeiros cinco meses deste ano como o principal destino das exportações brasileiras do agronegócios. Conforme o Ministério da Agricultura, as exportações do setor (soja e outros produtos) do Brasil para a China renderam US$ 8,5 bilhões até maio, ou 24,8% do total.

Fonte:Valor | Por Fernanda Pressinott e Fernando Lopes | De São Paulo