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DANILO UCHA – O caminho das águas

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Navegação fluvial pode contribuir muito mais com a economia gaúcha

Navegação fluvial pode contribuir muito mais com a economia gaúcha

O Grupo de Trabalho constituído na Federação dos Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) para aproveitar o potencial competitivo do sistema hidroviário no Interior do Estado está à espera das manifestações da Federação da Agricultura (Farsul), Federação do Comércio (Fecomércio) e Federação das Indústrias (Fiergs) sobre a proposta de estatuto da Associação das Hidrovias-RS. No dia 28, será realizado o evento Parques Hidroviários: Oportunidades de Negócios, reunindo, na Sociedade de Engenharia-RS, autoridades e especialistas para abordarem o Sistema Hidroviário do Rio Grande do Sul, conformado, basicamente, de Rio Grande até Cachoeira do Sul, com duas derivações, uma de Santa Vitória até Pelotas, pela Lagoa Mirim, e outra de Estrela até Triunfo, pelo rio Taquari. O sistema está praticamente abandonado e necessita obras de infraestrutura, dragagem e conservação para ser utilizado e contribuir com o desenvolvimento econômico e social do Estado.

Rastreabilidade

Os grandes frigoríficos brasileiros exportadores de carne estão implorando aos pecuaristas para que rastreiem seus rebanhos. Há grande demanda de carne no mundo, principalmente na Europa, que paga mais pelo produto, e eles não podem atender às encomendas, porque uma das exigências dos compradores é que a carne seja originária de fazendas que usem a rastreabilidade dos animais. A informação é do presidente da Associação Brasileira de Criadores de Angus, José Roberto Pires Weber, explicando que os criadores de Angus são os que mais têm rebanhos rastreados e, mesmo assim, ainda faltam muitos aderirem ao sistema. Weber é um defensor da rastreabilidade há muitos anos e diz que, “se tivéssemos feito no passado, como sempre defendi, hoje não teríamos problemas para exportar carne de qualidade com bons preços internacionais”. Há apenas 140 propriedades rastreadas em todo o País. Weber garantiu que “a demanda é grande, mas, sem rastreabilidade, ninguém quer comprar por bons preços”.

Carne para EUA

Os embarques de carne bovina in natura brasileira para os Estados Unidos — acordo inédito firmado entre os dois países há cerca de um mês — começarão já em agosto e a previsão inicial é que o Brasil exporte 100 mil toneladas de carne por ano. A informação é do criador paulista Valdomiro Poliselli Júnior, que também tem fazendas no Rio Grande do Sul e as lojas de carne Steak Store e pretende ingressar no mercado norte-americano.

Juros

O governo deve abandonar de vez a política de elevação das taxas de juros porque está mais do que provado que ela não apenas não estancou o processo inflacionário como também contribui para aprofundar a recessão econômica, ao inibir o consumo e aumentar a inadimplência das empresas e dos consumidores. A avaliação é do empresário Paulo Vellinho, que diz não entender a razão de o Brasil persistir na utilização dos juros altos como meio de combate à inflação, quando países semelhantes ao nosso e outros do primeiro mundo — como Estados Unidos e Japão, por exemplo — enfrentam a alta dos índices inflacionários mantendo os juros praticamente iguais a zero.

Turismo

A agência SBTur, que atua nos três estados do Sul, fez um levantamento dos 10 destinos mais procurados na temporada de inverno, e Porto Alegre está entre eles. De olho nesse mercado, a empresa abrirá novas agências próprias na Capital até o final de agosto: na avenida Mostardeiro, 603 (em frente do Parcão), e na rua Riachuelo, 1.098/401.

Efeito contrário

O presidente do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras (Idesf), Luciano Barros, não crê em soluções com aumento do ICMS. Ele acredita que a medida irá impactar seriamente a indústria de tabaco no Rio Grande do Sul, setor que somente em 2015 já deixou de arrecadar
R$ 115 milhões em impostos em função do aumento no contrabando. “Como cerca de metade dos cigarros vendidos no Rio Grande hoje são contrabandeados do Paraguai, alguém ainda acredita que, com impostos mais altos, o contrabando irá diminuir?”, questiona Barros.

Painel Econômico
DANILO UCHA
ucha@jornaldocomercio.com.br
Painel Econômico

    Fonte : Jornal do Comércio