DANILO UCHA – Nova proposta para o seguro agrícola

Secretário de Política Agrícola, André Nassar representou ministra

Secretário de Política Agrícola, André Nassar representou ministra

O seguro agrícola, que até hoje não funciona perfeitamente no Brasil, vai ter uma nova tentativa nesta semana. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) vai apresentar um modelo de regulamento usando, primeiramente, a lavoura de soja. A informação foi divulgada por André Nassar, secretário nacional de Política Agricola, que representou a titular do Mapa, ministra Kátia Abreu, na abertura do 14º Congresso Brasileiro do Agronegócio, aqui em São Paulo. Não entrou em detalhes, deixando-os para a ministra, no lançamento, mas garantiu que será uma mudança estrutural na forma de fazer seguro rural. O projeto piloto será feito com soja, cujos produtores terão parte do custo do seguro subsidiado com R$ 30 milhões que o ministério dispõe para isso. Em síntese, os produtores deverão se reunir em grupos, negociar com as seguradoras e apresentar uma carteira ao ministério, que selecionará as que poderão usufruir do subsídio. Serão habilitadas as lavouras que tiverem melhor histórico de produtividade, menor custo do prêmio e maior cobertura do seguro.

Mais com menos

A agricultura brasileira vem se destacando no mundo todo, principalmente por sua produtividade, mas o grande desafio atual é fazer mais com menos, isto é, aumentando a produção e rendimento, com utilização de tecnologia, para liderar a expansão global da produção de alimentos e energia e atender à crescente demanda mundial. O ponto de vista é do presidente da Associação Brasileira do Agronegócio, Luiz Carlos Correa Carvalho, observando que isso somente será obtido com uma rápida resposta tecnológica, o que exigirá forte investimento na agropecuária.

Agronegócio

A esquerda é tida como inimiga do agronegócio. Não gosta nem de pronunciar a palavra. O ministro de Ciência e Tecnologia, Aldo Rebelo (PCdoB), que representou a presidente Dilma Rousseff (PT) no Congresso Nacional do Agronegócio, fez um discurso elogiando os resultados positivos obtidos pelo setor, mas nunca usou a palavra. Quando disse que o País vai enfrentar as atuais dificuldades se apoiando em suas qualidades, afirmou que “uma delas é a que vocês representam”, mas não falou em agronegócio. “O País pode dispensar muitas coisas, só não pode dispensar a produção de alimentos e de energia”, concluiu.

Reformas

O governador de São Paulo, Geraldo Alkmin (PSDB), afirmou, em seu pronuciamento, que a atual crise do País é conjuntural e vai passar, mas a crise estrutural precisa ser enfrentada com coragem e vontade política. Defendeu reformas urgentes na política, no Judiciário, nas áreas fiscal, trabalhista e administrativa. “É impossível administrar politicamente um país com 32 partidos políticos, outros três saindo do forno e mais gente pegando assinaturas para constituir outros”, afirmou. Disse também que é preciso reduzir custos em todo o País, nos municípios, nos estados e na União, para colocar o Brasil novamente nos trilhos.

A oportunidade

Os países produtores de alimentos, principalmente o Brasil, terão uma grande oportunidade de negócios nos próximos anos, quando a Ásia e a região do Pacífico vão concentrar 60% da demanda mundial de alimentos. Como os países da região produzem muito pouco, as oportunidades estão abertas. A informação é do presidente da Embrapa, Mauricio Antonio Lopes. O gaúcho Francisco Turra, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal, acrescentou que o Brasil já é o maior fornecedor de carne bovina e de frango para o mundo.

Nova revolução

Paulo Herrmann, que também é vice-presidente da John Deere para a América Latina, destacou as condições de clima e solo do Brasil no continente: “A agricultura tropical brasileira tem uma capacidade criativa muito grande, e agora ingressamos em uma nova revolução agrícola, por meio da produção via integração de sistemas. Somente no Brasil, por causa de nossa localização geográfica, solo, clima e tecnologia, é possível produzir ‘sem parar’ o ano todo. Essa característica peculiar nossa, se aproveitada e gerida profissionalmente, é uma resposta do Brasil ao mundo de que podemos ampliar a nossa produção de maneira sustentável”, disse.

O Dia

  • Hoje é o Dia Internacional do Cooperativismo.
  • O empresário Eduardo Tevah mostrará como construir equipes de alto desempenho no varejo, às 8h, no Sindilojas, Rua dos Andradas, 1.234, 9º andar.
  • Lançamento do Top de Marketing ADVB-RS, às 8h30min, na sede, em café da manhã com o presidente do Top, Alfredo Tellechea.
  • Audiência pública conjunta das comissões do Novo Pacto Federativo e de Assuntos Municipais para analisar a divisão dos recursos públicos e obrigações da União, estados e municípios, às 9h30min, na Assembleia Legislativa.
  • Lançamento do Instituto Crescer Legal, às 11h, no Santa Cruz Country Club, em Santa Cruz do Sul.
  • O vice-ministro de Turismo do Uruguai, Benjamin Liberoff, oferecerá almoço, às 11h30min, no Hotel Plaza São Rafael.
  • A advogada Liane Bestetti falará sobre guarda compartilha, às 12h, no Instituto dos Advogados, 4º andar.
  • A 4ª etapa de 2015 do Circuito de Gestão e Inovação no Agronegócio acontecerá em Teutônia, integrado aos 60 anos da Languiru. Promovido pelo Instituto de Educação do Agronegócio, tem entrada franca, no Colégio Teutônia, às 13h30min.
  • A Geral Investimento divulgar suas expectativas para o semestre, às 19h, no Amcham Business Center (avenida Dom Pedro II, 861). Gratuito.
  • A Comissão de Falências e Recuperação Judicial da OAB/RS realizará, às 19h, na rua Washington Luiz, 1.110, evento sobre a Lei de Recuperação Judicial e sua utilização em tempos de crise, com o presidente da Comissão, Fabrício Nedel Scalzilli.
  • DANILO UCHA
    ucha@jornaldocomercio.com.br
    Painel Econômico

    Fonte : Jornal do Comércio