DANILO UCHA – Olha a grana, gente

As barcaças levam mais carga e substituem centenas de caminhões

Hidrovias gaúchas estagnadas há 10 anos

As barcaças levam mais carga e substituem centenas de caminhões

As hidrovias do Sudeste gaúcho, que compreendem os tributários da Laguna dos Patos (Jacuí, Taquari, Caí, Sinos, Gravataí, Guaíba, Canal de São Gonçalo e Lagoa Mirim), têm uma movimentação de carga que está estagnada, há 10 anos, em 5 milhões de toneladas. Hoje, são 800 quilômetros de extensão, mas pode chegar a 1.190 quilômetros. Na costa oeste dos Estados Unidos, no estado de Oregon, uma hidrovia de apenas 748 quilômetros, nos rios Columbia e Snak, movimenta 12 milhões de toneladas/ano e projeta chegar a 33 milhões toneladas/ano. Se o transporte fluvial é mais barato, menos poluidor e mais seguro, a pergunta é por que os gaúchos não aproveitam mais seus rios? Há uma grande expectativa com a criação de uma associação de incentivo ao uso da hidrovia no Estado, mas, até agora, ela não mostrou a que veio. A Navegação Guarita deu bom exemplo ao lançar um comboio que vai substituir 170 caminhões na viagem Porto Alegre-Rio Grande. Quatro ou cinco barcaças dessas resolveriam os problemas rodoviários do acesso das zonas de produção ao porto de mar, diminuindo, inclusive, os acidentes e a poluição nas rodovias.

Bloco K

O adiamento para janeiro de 2017 da entrada em vigor do chamado Bloco K, que vai controlar a produção e estoques das indústrias, causou alívio para contribuintes que ainda não estavam totalmente preparados para as novas exigências. “Para o cumprimento dessa obrigação acessória não basta uma boa solução tecnológica. É imprescindível entender os registros do Bloco K, ter rastreabilidade de todos os procedimentos internos ligados ao estoque”, comentou Fábio da Silva Oliveira, supervisor da De Biasi Auditores Independentes.

Olha a grana, gente

A 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou novos embargos declaratórios da União e do Banco Central contra a decisão que manteve aos agricultores o direito da devolução da diferença do índice de correção monetária em março de 1990 Plano Collor nos financiamentos agrícolas. Segundo o advogado Ricardo Alfonsin, que representou a Sociedade Rural Brasileira e a Federarroz no processo, os agricultores prejudicados podem ingressar em juízo buscando a cobrança dos valores pagos a mais. Devem provar que tinham financiamento em março de 1990, indexados pela poupança.

Walmart

O grupo varejista norte-americano Walmart resolveu reavaliar seus negócios globais e sair de países onde não consegue boa rentabilidade. Analistas dizem que o Brasil pode ser atingido, pois a operação local tem fracos resultados, já fechou lojas e fez muitas demissões.

Insegurança geral

Depois de ouvir as retrospectivas de 2015 e as expectativas para 2016 da Fecomércio-RS, da Fiergs, da Farsul e da Federasul, uma coisa ficou muito clara. Pior do que a crise econômico-financeira, que nos atinge a todos, a situação brasileira está muito ruim por causa do clima que se criou no País, juntando os efeitos econômico-financeiros ao desânimo político e social em consequência da desilusão com os políticos, em Brasília, e a roubalheira geral na Petrobras e na maioria, para não dizer em todas, as obras públicas espalhadas pelo País. O presidente da Federasul, Ricardo Russowski, simplificou, ontem, no encontro de fim de ano com a imprensa: “O Brasil está mal, e não vai melhorar a curto prazo, porque há medo de investir; os empresários não querem se expandir, porque não sabem o que vai acontecer amanhã na economia e na política”. Há uma mistura de medo, desilusão, desesperança, sentimento de não vale a pena…

MARCO QUINTANA/JC

Painel Econômico
DANILO UCHA
Painel Econômico

Fonte : Jornal do Comércio