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DANILO UCHA – Big Data, a nova revolução na agricultura

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A agricultura de precisão está entrando de forma acelerada no agronegócio brasileiro e, com o Big Data (tecnologia para processar e tratar de grandes quantidades de dados), vai gerar uma nova revolução agrícola, garantindo aumento da produtividade e da produção sem necessidade de aumento de área. A definição do tipo de semente que plantar, como plantar, como adubar, como usar defensivo, época da colheita, armazenamento, transporte, comercialização e outras 40/50 decisões que precisam ser tomadas pelo agricultor já estão sendo feitas pela tecnologia. Deixarão de ser por talhão, por quadra ou por hectare, serão por metro quadrado. Cada metro quadrado da fazenda poderá ter um tratamento diferente, conforme sua necessidade, economizando insumos ou atacando pragas específicas e localizadas, diminuindo o trabalho e os custos de produção.

Big Data II

Rodrigo Santos, presidente da Monsanto do Brasil, explica que o Big Data contribuirá para elevar a produtividade da área plantada, com confiabilidade e rastreabilidade. "Algoritmos e redes neurais trarão ao produtor a melhor escolha para cada uma das questões que ele precisa lidar para aproveitar cada metro quadrado e maximizar a produção", exemplificou, na semana passada, no 14º Congresso Brasileiro do Agronegócio. O brasileiro tem grande capacidade de adotar inovações, disse Santos, como mostra o crescimento de 240% na produção agrícola dos últimos 20 anos "e a revolução por meio do Big Data levará o País a manter essa posição nos próximos 20/30 anos, ofertando o alimento que o mundo está a exigir".

Arrendamentos

Os proprietários de terras na Zona Sul do Estado, que as arrendam para plantadores de arroz e soja, estão reclamando da desvalorização dos arrendamentos. Um deles comentou que, em 1970-1980, o pagamento dos arrendamentos de áreas para arroz era de 10/12 sacos do que se produzia por hectare (110/120 sacos); hoje, a produção chega a 170/180 sacos/ha e os produtores continuam recebendo o equivalente à mesma quantidade de sacos. "O arrozeiro aumentou a produtividade em quase 50% e nós não conseguimos aumentar nossos preços", disse. Os plantadores, por seu lado, queixam-se de que o custo do arrendamento cada vez pesa mais.

O gargalo dos portos

Mas de nada adiantará aumentar a produção se o Brasil não resolver os problemas de logística que hoje encarecem o transporte e a exportação de produtos agropecuários – rodovias, ferrovias, portos e aeroportos. No período de cinco anos, compreendido entre 2014 e 2018 o Brasil poderá estar deixando de exportar em torno de US$ 60 bilhões de sua produção de grãos para o mercado internacional se continuar o atraso verificado nas licitações para a construção de oito novos terminais portuários – sendo três em Santos e cinco no Pará. A avaliação é do presidente da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP), Wilen Manteli, ao apontar este fato como mais uma evidência dos prejuízos causados à economia brasileira pela morosidade oficial que emperra as licitações de novos terminais planejados para a melhoria da logística de transportes do País. O retardamento, no caso dos oito terminais, deve-se à excessiva interferência de vários órgãos do Poder Público que não trabalham de forma sincronizada e harmônica, o que gera um longo e burocrático processo decisório. A Secretaria Especial de Portos está refazendo os editais para que a licitação ocorra neste segundo semestre de 2015.

Cinco TI

A Cinco TI, marca gaúcha que vem se destacando no mercado de informática corporativa, recebeu a certificação para trabalhar com projetos de data center. Concedida pela APC by Schneider Electric, a certificação qualifica a empresa para projetos onde estão aparelhos de ar-condicionado de precisão, ar-condicionado perimetrais e nobreaks de grande porte (até 500 KVA).

Oceanos

Um dos três integrantes da única equipe brasileira engajada na The Ocean Cleanup, iniciativa internacional para extração dos dejetos dos oceanos, desenvolvida pelo holandês Boyan Slat, Diego Piazza, será o mediador do painel sobre reciclagem no Fórum Plastech Brasil, dia 28, em Caxias do Sul. Todo o núcleo brasileiro envolvido no trabalho, que pesquisa justamente o índice de reaproveitamento do material retirado da água, está concentrado em Caxias do Sul, sob coordenação do professor Piazza. O fórum transcorrerá paralelo à Plastech Brasil, entre 25 a 28 de agosto, no Parque de Exposições da Festa da Uva, com debates, cursos e oficinas.

O Dia

Hoje, amanhã e quarta-feira, em Gramado, o II Seminário A Voz do Campo, no hotel Wish Serrano. O especialista Antônio Sartori mediará debate sobre biotecnologia e germoplasma.
A Globo.com inaugurará escritório no Parque Científico e Tecnológico da Pucrs (Tecnopuc), com uma equipe de tecnologia focada no desenvolvimento das plataformas de publicação, vídeos e dados, para aumento da oferta de soluções de internet para o Grupo Globo, sob comando de Jacques Varaschim, diretor de Tecnologia.
O especialista em direito tributário da Pactum Marcus Vinicius Teixeira fará palestra no Fórum Gestão Tributária em Energia, em São Paulo.
Gelson de Azevedo, ministro aposentado do Superior Tribunal do Trabalho, será o palestrante do almoço da CIC Caxias do Sul, às 12h.
O Sindiatacadistas realizará, hoje e amanhã, curso Coaching Aplicado a Vendas, com Cinara Dupont e Eveline Tomazi, as 19h, na avenida Julio de Castilhos, 440, 14º andar.

DANILO UCHA
ucha@jornaldocomercio.com.br

Painel Econômico

Fonte : Jornal do Comércio