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DANILO UCHA – As hidrovias estão prontas; falta usá-las

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Prefeito de Rio Pardo, Fernando Schwanke cita a competitividade

Prefeito de Rio Pardo, Fernando Schwanke cita a competitividade

Os prefeitos de cidades que ficam às margens de hidrovias navegáveis gaúchas estão se mobilizando para conseguir que elas sejam efetivamente utilizadas e, desta forma, tragam desenvolvimento econômico para suas regiões. É o caso do prefeito de Rio Pardo, Fernando Schwanke, que acredita que aumentar o uso das hidrovias é ampliar a competividade do Estado e do País, inclusive em nível internacional. "Temos 700 quilômetros de hidrovias ligadas a um porto marítimo, somos um estado exportador e deveríamos usá-las para levar produtos exportáveis soja, fumo, milho, arroz a Rio Grande e de lá trazer adubos e outros insumos", disse. Para ele, um bom exemplo está na celulose e madeira, que vai usar o porto de Pelotas, e na Braskem, que leva produtos químicos a Rio Grande pelo Jacuí e Lagoa dos Patos.

Hidrovias II

É preciso, segundo Schwanke, ter uma política de utilização, o que diminuiria muito os 24% da produção gastos em logística; depois, reduzir a burocracia para a instalação de empreendimentos nos 75 municípios hidroviários. A Federação das Associações dos Municípios (Famurs) pretende levar ao governador José Ivo Sartori (PMDB) proposta de criação de um Fundo de Desenvolvimento Hidroviário, gerido pela iniciativa privada, que tem interesse em aplicar recursos próprios, como acontece nos Estados Unidos. Rio Pardo defende a instalação de um Terminal de Uso Privado, com Central Logística Integrada Aduaneira, para exportação de tabaco, soja e madeira e recebimento de fertilizantes. Os grandes investimentos na hidrovia já foram feitos, na década de 1970, e estas obras são avaliadas, hoje, em R$ 4 bilhões. Tomando-se o parâmetro da produtividade do capital, sua não utilização custa R$ 400 milhões/ano.

Carrau

A vinícola Carrau, que tem vinhedos em Santana do Livramento e em Rivera, na fronteira Brasil-Uruguai, concluiu a colheita das uvas na região. A informação é de Javier Carrau, acrescentando que começou a colheita das tintas Merlot em Las Violetas, no interior do Uruguai.

Regressão

Brasileiros estão regredindo da classe C para D, ou de B para C, com o baixo poder de compra, endividamento e restrição a crédito. Por essas e outras razoes, cartões pré-pagos para assinatura de serviços ou compras em supermercados e lojas, ou compras de games em celulares, voltaram ao foco do consumidor. "O cenário econômico atual possibilita a grande parte da população não bancarizada acesso a produtos e serviços por meio de soluções pré-pagas que permite não só acesso a conteúdos digitais como também mais facilidade para controlar as despesas do dia a dia", diz Solange Cunha, presidente nacional da epay Brasil, maior processadora de soluções pré-pagas do mundo.

Trabalho

O ministro Barros Levenhagen, que deixou, ontem, a presidência do Tribunal Superior do Trabalho, será o palestrante da abertura do Congresso Estadual de Relações Sindicais e do Trabalho da Fecomércio-RS, de 31 de março a 2 de abril, em Torres. Falará sobre os limites impostos pela Justiça do Trabalho ao livre exercício da negociação coletiva.

Saúde para a Capital

Numa ação inédita do Sistema Fecomércio-RS/Sesc, com apoio da prefeitura de Porto Alegre, cerca de 55 mil pessoas terão acesso a exames de saúde preventiva e consultas odontológicas ao longo do ano na capital. A iniciativa começa neste fim de semana, em evento com cinco Unidades Móveis de Saúde Preventiva (USSP) e OdontoSesc no Parcão. A partir de março, as comunidades de bairros da Zona Norte e da Zona Sul receberão os atendimentos, mediante retirada de senhas antecipadas. A programação faz parte das comemorações dos 70 anos do Sesc/RS.

PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO PARDO/DIVULGAÇÃO/JC

Painel Econômico
DANILO UCHA
Painel Econômico

Fonte : Jornal do Comércio