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Custos elevados reduzem presença na Expointer

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O somatório de custos elevados com transporte, preço da carne em queda, insumos em alta e aliados a uma infraestrutura considerada "terrível" pela Associação dos Criadores de Angus levou a raça a reduzir em 34% a presença de animais de argola (que se destacam pela qualidade genética), de 167, em 2016, para 110 nesta edição da Expointer. Outros 35 trios de rústicos da raça também devem participar da feira.

"Além do elevado custo de transporte dos animais, há um grande desgaste para os peões que acompanham. Os alojamentos e os banheiros são terríveis, e muitos trabalhadores já pedem para não vir, porque é muito desgastante", relata o presidente da Associação Brasileira de Angus, José Roberto Pires Weber.

Ainda assim, a entidade destaca que a feira é uma importante vitrine para a qualidade genética e que segue estimulando a presença de produtores no evento. Uma das inciativas adotadas de forma experimental no ano passado e que se tornará permanente é que, em vez de fazer os julgamentos de rústicos em apenas em trios, como era padrão, a Associação Brasileira de Angus fará novamente avaliações e premiações individuais.

"Muitas vezes, um produtor de pequeno porte não tinha três bons animais para levar aos julgamentos, e deixava de participar. Por isso, teremos também os julgamentos individuais, o que fizemos como um projeto no ano passado agora se tornará constante", explica Weber.

Fonte: Jornal do Comércio |