Crescem as exportações das cooperativas

Fonte>  Valor | Por Tarso Veloso | De Brasília

As exportações das cooperativas de São Paulo ultrapassaram este ano, pela primeira vez, as do Paraná. De janeiro a setembro, alcançaram US$ 1,564 bilhão, crescimento de 26,4% em relação ao mesmo período de 2010. Já as cooperativas do Paraná exportaram US$ 1,547 bilhão, um incremento de 18%. Nos primeiros nove meses de 2011, as exportações totais das cooperativas apresentaram crescimento de 35,5% sobre igual período de 2010, atingindo US$ 4,582 bilhões. Os grupos de São Paulo e Paraná representaram 67,9% do valor total.

Para assumir a liderança, as cooperativas paulistas contaram com um aumento substancial nas vendas de etanol e açúcar. Juntos, esses produtos equivaleram a 99% das exportações de São Paulo em setembro. As vendas de açúcar (bruto e refinado) ficaram em US$ 252 milhões, com aumento de 90% em relação aos US$ 133 milhões de setembro de 2010. As de etanol foram de US$ 343,5 milhões, 98,6% superiores que as de setembro do ano passado.

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"O ritmo de exportação continua crescendo. Com a safra de cana-de-açúcar a tendência é que São Paulo se mantenha em primeiro lugar até o fim do ano, caso os preços do açúcar se mantenham elevados", afirma o diretor do Departamento de Planejamento e Desenvolvimento de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Roberto Dantas.

Os principais mercados de destino das commodities paulistas em setembro foram os Emirados Árabes, com US$ 67 milhões, seguidos dos Estados Unidos, com US$ 55 milhões, e do Canadá,com 24 milhões. A Venezuela comprou US$ 22 milhões. "Nos Emirados Árabes, Estados Unidos, Canadá e Venezuela houve compra, basicamente, de açúcar. Já os Estados Unidos também compraram etanol", diz Dantas.

Os principais produtos exportados pelas cooperativas brasileiras nesse período foram açúcar (refinado e bruto), que totalizou US$ 1,382 bilhão, soja em grão (US$ 639,0 milhões, alta de 14,0%), café em grão (US$ 534,0 milhões, alta de 11,7%), pedaços e miudezas comestíveis de frango (US$ 397,3 milhões, alta de 8,7%), farelo de soja (US$ 372,0 milhões, alta de 8,1%), etanol (US$ 343,5 milhões, alta de 7,5%) e trigo (US$ 241,5 milhões, crescimento de 5,3%).

O escoamento da produção também evoluiu. De janeiro a setembro de 2011, foram usados 42 portos, aeroportos e rodovias para escoar a produção. No mesmo período do ano passado, o número totalizou 40. O porto de Santos registrou o maior valor de exportações das cooperativas do país (US$ 2,158 bilhões).