CPI e redução de garantias

Fonte:  Correio do Povo

Medida do BB beneficia arrozeiros no Estado

No dia da instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigará as causas da situação financeira da cadeia produtiva do arroz, os setor teve outra boa notícia: o Banco do Brasil reduziu as garantias reais exigidas para repactuação de dívidas de custeio da safra 2010/2011 e de EGF do ciclo 2009/2010. As agências estão autorizadas a aplicar a nova tabela progressiva. Até então, a garantia era de 200%, independentemente do índice refinanciado. Quem amortizar 50% do saldo devedor da operação terá de apresentar garantia de 110% do saldo a ser prorrogado. Já para quem amortizar 20%, a exigência será de 180%. O presidente da Federarroz, Renato Rocha, avalia que a medida beneficia a maioria dos devedores. À tarde, ele participou da instalação da CPI que traçou planos iniciais.
Além de ouvir produtores e indústrias, a comissão fará audiências públicas nas seis principais regiões produtoras do Estado. As reuniões da CPI serão semanais e nas sextas ocorrerão as audiências públicas, explicou o presidente da CPI Jorge Pozzobon, animado com a disposição de produtores e indústrias em colaborar. O varejo também será chamado. Para o presidente da Câmara Setorial do Arroz e diretor da Farsul. Francisco Schardong, é um momento histórico. "Todos os aspectos que impactam o setor serão levantados e isso vai além do preço, inclui questões ambientais." Schardong pretende relatar o andamento do processo na câmara, em Brasília, já que os problemas enfrentados provavelmente são os mesmo em outros estados. Para o vice-presidente da Fetag, Carlos Joel da Silva, é preciso esclarecer os entraves. "Precisamos saber por que o produtor, embora eficiente, está há 18 meses vendendo abaixo do custo de produção e há 11 meses abaixo do preço mínimo." Para Joel, a investigação deve passar pela questão fundiária, custo de produção, armazenagem, mecanismos do governo até comercialização.
O diretor executivo do Sindarroz, Cezar Gazzaneo, acredita que, com a intenção clara de identificar os gargalos e apontar soluções, a CPI terá total apoio da indústria. "Já temos muitos muros de lamentações, precisamos de soluções."