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Cooperativas monitoradas

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Sistema de acompanhamento da saúde financeira deve começar a operar até o final deste ano

Deve estar em funcionamento até o final deste ano um sistema de monitoramento financeiro de cooperativas agropecuárias no Rio Grande do Sul. A adesão ao programa de acompanhamento é condição para usufruir de qualquer política pública estadual, incluindo a tomada de crédito para saneamento por meio do Recoop RS ou acesso aos benefícios do Fundopem. A obrigatoriedade consta em lei estadual. A intenção, com isso, é que seja acionado o alerta antes de uma cooperativa entrar na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O radar de gestão está sendo desenvolvido pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) em parceria com a Emater.

O modelo, inspirado numa experiência paranaense, será autodeclaratório. Em caso de omissão de informações ou não resolução do problema apontado por técnicos, os benefícios poderão ser suspensos. De acordo com o diretor do Departamento de Cooperativismo da SDR, Gervásio Plucinsk, a análise dos dados será mensal. ‘As cooperativas procuram o poder público quando não há quase nada a fazer. Nossa ideia é tratar do paciente antes do estágio terminal.’

Dados setoriais reforçam a necessidade de instrumentos de prevenção. O Estado tem 153 cooperativas agropecuárias ativas, sendo 40% em situação precária e 30% com visível perda de fôlego. Segundo o presidente da Ocergs, Vergilio Perius, o setor cooperativo também pretende se antecipar aos incêndios. O acompanhamento, hoje anual, deve passar a ser trimestral, baseado no total de 17 indicadores.

O superintendente da Fecoagro, Tarcísio Minetto, espera que ambos os sistemas comecem logo. O economista lembra que as boas práticas de gestão alicerçam a trajetória de todas as cooperativas que hoje gozam de boa saúde financeira no Estado.

Fonte: Correio do Povo