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Contexto

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Depois de dois anos de encolhimento, as vendas de máquinas agrícolas no mercado doméstico começaram a reagir a partir do segundo semestre de 2016, o que certamente ajudará a disseminar os novos conceitos tecnológicos embutidos nos modelos de tratores, plantadeiras, colheitadeiras e pulverizadores que saem das montadoras. Alfredo Jobke, diretor de marketing da AGCO para a América do Sul, concorda que de fato o momento é propício para isso, mas alerta que é preciso cautela. "Ficou claro que a tendência atual é positiva e teremos um 2017 mais consistente. Mas ainda estamos longe de anos anteriores", afirma. Segundo ele, as vendas na região Sul estão particularmente aquecidas, sobretudo de máquinas de pequeno porte (abaixo de 100 hp), bem como a comercialização de colhedoras de cana. Mas no "Matopiba" (confluência entre os Estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), por exemplo, os desafios ainda são maiores, graças aos problemas climáticos que prejudicaram a região nas últimas safras. "Mas, mesmo quando as vendas estavam em queda no país, não paramos de investir em ferramentas de agricultura de precisão e em novas tecnologias capazes de reduzir custos, melhorar o consumo de combustíveis", diz. A empresa planeja diversos lançamentos neste ano.

Por Fernando Lopes | De São Paulo

Fonte : Valor