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Considerado “ouro verde”, mogno africano é tema de seminário em Minas Gerais

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Interessados em investir na produção da madeira nobre terão oportunidade de conhecer o processo produtivo

por Globo Rural On-line

Silvestre Silva

Móveis, construção civil, instrumentos musicais, construção naval, dentre outros usos. Alto rendimento – mais de R$ 2,3 mil por metro cúbico de madeira, e uma média de 300 a 500 metros cúbicos por hectare. Crescimento mais rápido, resistência maior às pragas. Todas essas características fazem do mogno africano (Khaya ivorensis) uma cultura que desperta o interesse de produtores rurais brasileiros.
O “ouro verde” será tema, nos próximos dias 30 e 31 de março, do1º Seminário Brasileiro Mogno Africano, em Pirapora (MG). A expectativa é de reunir cerca de mil pessoas para troca de experiências e informações sobre o mercado interno e externo demadeiras nobres.
O evento, que será realizado a cada dois anos em um estado brasileiro, é promovido pela Associação Brasileira de Produtores de Mogno Africano (ABPMA), com patrocínio de entidades privadas e governamentais. A programação será divida entre as palestras no Centro de Convenções de Pirapora, na sexta-feira (30), e o Dia de Campo, na Fazenda Atlântica Agropecuária, no sábado (31). Os participantes farão uma visita ao campo experimental de madeiras nobres, ao plantio de mogno africano irrigado e também uma demonstração ao vivo do plantio de mogno africano. A programação inclui também o lançamento do livro “Ecologia, Silvicultura e Tecnologia de Utilização dos Mognos Africanos”, com a presença de um dos autores, o professor da Universidade Federal de Viçosa, Antônio Lelis Pinheiro.
Estima-se que hoje exista, no Brasil, uma área de floresta plantada entre 10 a 12 mil hectares, sendo metade na região norte do país. “Queremos divulgar e informar a outros empresários rurais que tenham áreas disponíveis para plantio, pois o mogno africano já é um grande negócio na atualidade e a tendência é de aumento do interesse e da demanda do mercado. A aposta é que o mogno africano despontará como a madeira nobre cultivada mais divulgada, usada e lucrativa do país, em um futuro próximo”, explica Ricardo Tavares, sócio-proprietário da Atlântica Agropecuária. Em três fazendas, Tavares já concentra 550 hectares e pretende chegar a mil hectares até o final de 2012.
De acordo com o diretor do viveiro goiano Mudas Nobres, o engenheiro agronômo Canrobert Tormin Borges, uma das vantagens é a possibilidade de consorciar a floresta e as outras atividades rurais que sejam do interesse do produtor, a exemplo da pecuária. “Nos primeiros anos é perfeitamente possível o consórcio com outras culturas agrícolas, como milho, soja, arroz, mandioca; frutíferas, como maracujá, café, açaí. A partir do terceiro ano é possível colocar gado na área”, explica.

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(38) 3741-4738

Fonte: Globo Rural