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Conflito por terra é apontado como principal motivo para mortes de indígenas no país, diz CNBB

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Relatório da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil apontou 51 assassinatos em 2011

Maíra Gatto | Brasília (DF)

Andre Penner

Foto: Andre Penner / AP

Relatório apontou a morte de 51 indígenas no país em 2011

Um relatório do Conselho Indigenista Missionário, entidade ligada àConfederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), divulgado no início de junho, apontou o conflito agrário como o principal motivo para morte de indígenas no país. O levantamento indicou 51 assassinatos no Brasil em 2011, dos quais 32 ocorreram em Mato Grosso do Sul.
— A omissão e morosidade do serviço público brasileiro em reconhecer e demarcar as terras indígenas, além de ser uma violência em si contra os povos indígenas, potencializa outros tipos de violência — afirma o representante do Conselho Indígena Missionário, Cleber Buzatto.
O relatório aponta também que chegaram a 94 as tentativas de assassinato no ano passado e que mais de 300 pessoas estão juradas de morte no campo.
Das mortes de índios registradas, 22 permanecem sem solução. O governo federal explica que nem todas as execuções foram causadas por conflitos no campo, mas concorda que a impunidade incentiva os crimes.
— A impunidade contribui para violência no campo, pois as pessoas, vendo que aqueles que praticaram assassinatos não tiveram responsabilidade apurada, passam a praticar outras ilegalidades — comenta Gercino José Filho, da Comissão Nacional de Combate a Violência no Campo.
Representantes da Polícia Federal alegam que a dificuldade de acesso às áreas impede uma atuação mais efetiva.
— Esses conflitos acontecem no campo, locais que são afastados dos grandes centros, o que dificulta as apurações — diz o delegado Antônio Sanchez.

 

Fonte: Ruralbr