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Condições da BR-158 travam acesso aos portos do Norte

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Buracos, pontes quebradas e falta de capa asfáltica são alguns dos problemas constatados pela Aprosoja

por Globo Rural On-line

Editora Globo

Obras para melhoria das estradas só devem ser executadas entre 2014 e 2015, segundo a Aprosoja

A rodovia federal BR-158, com 470 quilômetros de extensão, no trechoentre Gaúcha do Norte (MT) a Redenção (PA), funciona como uma espinhadorsal para o escoamento daprodução agrícola e entrada de insumos da região doVale do Araguaia, nordeste de Mato Grosso, e do sul paraense rumo aos portos doNorte, como o de São Luiz, no Maranhão.
Segundo a avaliação do diretor executivo do Movimento Pró-Logística, Edeon Vaz, faltam aproximadamente 255 quilômetros para conclusãodo asfaltamento da BR -158 em Mato Grosso. Os trechos são: 15 quilômetros entreRibeirão Cascalheira, no Mato Grosso, sentido o estado do Pará, antes dareserva indígena do Xingu; 185 quilômetros no contorno da reserva; e 55quilômetros depois da reserva, no sentido do Pará.
Ainda seguindo pela rodovia, após a divisa do Mato Grossocom o Pará, até o município de Santana do Araguaia, há 119 quilômetros queprecisam ser recuperados. E mais 193 quilômetros, de Santana do Araguaia aRedenção, ambas no Pará. Estes trechos estão em situação crítica, sem capaasfáltica e várias ‘panelas’ na pista. Há ainda quatro pontes de ferro, instaladashá décadas pelo Exército e que estão sem as mínimas condições de segurança.
A situação da BR-158, a partir de Mato Grosso até osul do Pará, foi constatada por integrantes de uma expedição organizada pela Aprosoja MT, em conjunto com o Movimento Pró-Logística, Federação daAgricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) e outras entidades do setorprodutivo. A iniciativa tem o objetivo de inspecionar as condições das estradasque dão suporte ao escoamento da produção de grãos mato-grossense e de outrosestados do Centro-Oeste.
As péssimas condições de trafegabilidade da BR-158 colocaram em alerta a comitiva de produtores e, segundo o presidente da Aprosoja e do Movimento Pró-Logística, Carlos Fávaro, se não houver uma rápida e total recuperação da pavimentação da BR-158 os produtores não conseguirão ter acessoaos portos do Norte do país.
Além da BR-158, o presidente do Movimento Pró-Logística,destacou ainda que um trecho de 362 quilômetros na BR-155 até Marabá, no Pará,precisa receber melhorias, “Talvez até mais do que a BR-158”, reforçou Carlos Fávaro.
Por estas rodovias a produção poderá sair de Ribeirão Cascalheira, Mato Grosso, em direção a Marabá, no Pará, tendo acesso aoterminal multimodal da cidade e daí seguir por hidrovia no rio Tocantins até oporto de Vila do Conde ou Outeiro, no Pará, significando uma redução de custosde frete na ordem de R$ 35 a R$ 40 por tonelada.
O problema, segundo o presidente da Aprosoja, está na demorada execução de todas as obras necessárias, que só devem ficar prontas entre2014 e 2015, devido à pavimentação entorno da reserva.

Fonte: Globo Rural