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COMÉRCIO INTERNACIONAL – Após pico em dezembro, China compra menos soja em 2016

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Suprimentos internos abundantes e oferta global ampla fazem chineses pisar no freio. Aguardando o avanço da colheita brasileira para se reabastecer, país asiático reduz importações em 38% em janeiro e deve diminuir ainda mais o ritmo em fevereiro

André Rodrigues | André  Rodrigues

 

Em meio a amplos estoques internos após ritmo acelerado de compras no ano passado, as importações chinesas de soja despencaram em janeiro, apesar de os preços continuarem a cair para o menor nível desde 2007 no mercado local. Dados oficiais do governo da China revelam que o país buscou no mercado internacional 5,66 milhões toneladas no mês passado, uma queda de 38% sobre os registros de dezembro e de 18% sobre o volume de um ano atrás.

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De acordo com o Commerzbank, a queda acentuada das importações em janeiro “pode ser explicada em parte pelo volume elevado registrado em dezembro”, quando as compras chinesas da oleaginosa atingiram 9,12 milhões toneladas, o segundo maior nível já registrado. O Ano Novo Lunar, que leva muitos esmagadores a paralisar suas atividades por pelo menos uma semana, também contribuiu para a desaceleração.

O banco acrescentou que as compras mais fracas no início do ano “não são incomuns” e que espera que as importações chinesas de soja sofram novo golpe em fevereiro, com importadores aguardando o avanço da colheita brasileira para se reabastecer. Segundo o Commerzbank, a China deve buscar cerca de 4 milhões de toneladas da oleaginosa no mercado internacional neste mês. Suprimentos internos abundantes e uma ampla oferta global deixam os compradores com pouco senso de urgência nas aquisições.

Na primeira sessão na volta do feriado do ano novo chinês, os futuros de soja para maio recuaram 0,6% para 3.451 yuan por tonelada na Bolsa de Dalian, China. O Commerzbank advertiu que os números fracos de importação da China em janeiro e a previsão de uma nova desaceleração em fevereiro devem “gerar pressão de venda” também no mercado internacional, quando a Bolsa de Chicago retomar os negócios amanhã, após o feriado do Dia do Presidente, comemorado nesta segunda-feira nos Estados Unidos.

  • Fonte : Gazeta do Povo