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Commodities Agrícolas

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Clima adverso Os receios sobre os impactos do clima adverso à produção de açúcar no Brasil e na Índia – os dois maiores produtores mundiais, que sofreram com o excesso de chuvas e a seca, respectivamente – voltaram a impulsionar os preços da commodity ontem na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em março encerraram a sessão a 23,06 centavos de dólar por libra-peso, em alta de 16 pontos em relação à sexta-feira. Para Michael McDougall, da Newedge USA, as incertezas em relação ao tempo e ao tamanho do encolhimento da oferta deverão manter o mercado "preso" na faixa de negociação entre 22,50 e 25,50 centavos de dólar por libra-peso. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal subiu 0,49%, para R$ 59,74.

De volta às altas Após as perdas de sexta-feira, o café arábica voltou a subiu ontem na bolsa de Nova York, influenciado por um movimento de ajustes de posições e pela relutância dos produtores brasileiros em vender, à espera de preços melhores. Os papéis com entrega em dezembro subiram 450 pontos, para US$ 1,8115 por libra-peso. "Os produtores brasileiros puxaram o freio para avaliar como estão as lavouras e aguardar por cotações mais elevadas", afirmou Jack Scoville, do Price Futures Group. A maior parte do cinturão de produção de café no Brasil seguirá com tempo aberto e temperaturas elevadas, segundo a Somar Meteorologia. No mercado doméstico, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade saiu entre R$ 410 e R$ 420, segundo o Escritório Carvalhaes, de Santos.

Ciclone à vista O suco de laranja encerrou a sessão de ontem com ganhos na bolsa de Nova York. Os contratos para novembro subiram 245 pontos, para US$ 1,1190 por libra-peso. Movimentações nos céus do Atlântico colocaram o mercado em alerta, por possíveis danos aos pomares da Flórida (segunda maior região produtora do mundo). Porém, o Centro Nacional de Furacões afirma que há apenas 20% de chances de se formar um ciclone nas próximas 48 horas. "Se a bebida não vai abaixo de seu nível de suporte a US$ 1,07 por libra-peso e há um distúrbio climático, por que não cobrir as posições vendidas?", disse Joe Nikruto, analista da R.J. O’Brien, à Dow Jones Newswires. No mercado spot paulista, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias saiu por R$ 7, conforme o Cepea/Esalq.

Perdas em NY Depois de subir nos dois últimos pregões da semana passada, o algodão teve uma segunda-feira de perdas ontem na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em dezembro recuaram 32 pontos e fecharam a 71,13 centavos de dólar por libra-peso. De acordo com analistas, as cotações da fibra podem estar se estabilizando no patamar de 70 centavos de dólar por libra-peso. "Mas se o nível de 70 centavos for um piso, há poucos riscos em esperar por uma alta maior", opina Don Shurley, economista da Universidade da Geórgia, especializado em algodão. Nas principais praças de Mato Grosso, a arroba continua a ser negociadas abaixo de R$ 50, segundo levantamento realizado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Fonte : Valor Econômico