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Comitesinos amplia restrição a arrozeiros

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Acordo define parâmetros para bombeamento intercalado de 48 horas

Audiência na Assembleia debateu rumos para captação de água do Sinos<br /><b>Crédito: </b> marco couto / al / cp

Audiência na Assembleia debateu rumos para captação de água do Sinos
Crédito: marco couto / al / cp

A partir de hoje, ficará mais difícil para o produtor de arroz do Vale do Sinos irrigar sua lavoura. O Comitesinos aprovou ontem resolução que determina a adoção de mais um parâmetro para proibição da captação pelos arrozeiros diante da estiagem. Agora, além da suspensão total da captação quando a água chega a 50 cm no Semae, em São Leopoldo, 60 cm na Comusa, em Novo Hamburgo, e 70 cm, na Corsan, em Campo Bom, a coleta será intercalada (feita durante 48 horas e suspensa pelo mesmo período) sempre que o nível do manancial chegar a 60 centímetros da bomba do Semae, 72 cm na Comusa e 80 na Corsan. O consenso foi obtido em plenária que reuniu o setor produtivo e operadoras de abastecimento na Unisinos. No início, as operadoras queriam estabelecer em 90 cm o mínimo nas três cidades, e os arrozeiros não abriam mão da manutenção do acordo que prevê apenas a suspensão em casos de nível crítico.
Para o presidente da Associação dos Arrozeiros de Santo Antônio da Patrulha, Zuênio Thomazi, os produtores chegaram ao limite. "Mais uma vez, a lavoura faz a sua parte. Agora, é hora de os municípios fazerem a sua", argumenta, referindo-se ao tratamento do esgoto. O agrônomo José Gallego Tronchoni, coordenador regional do Irga, diz que a suspensão da coleta de água para irrigação pode causar problemas às lavouras se mantida por mais de cinco dias. "Sabemos que vamos contabilizar prejuízos, mas respeitaremos o acordo", garante Thomazi.
O tema também foi alvo de reunião, ontem, na Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa. O prefeito de Santo Antônio da Patrulha, Daiçon Maciel da Silva, alega que nem todos os gestores concordam com o fim das lavouras de arroz. "Precisamos de uma solução para todos os usos", defende. Para o presidente da Federarroz, Renato Rocha, a audiência definiu um fórum de debate. "Vamos tratar desta questão no Comitesinos."

Fonte: Correio do Povo