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Comissão pede mais rigor na fiscalização feita no rio dos Sinos

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MARCO COUTO/ALRS/JC

Deputada Ana Affonso e prefeito de São Leopoldo, Ary Vanazzi (d), discutiram medidas para resolver o

Deputada Ana Affonso e prefeito de São Leopoldo, Ary Vanazzi (d), discutiram medidas para resolver o

A Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Assembleia Legislativa realizou ontem uma audiência pública que tratou sobre a situação do Rio dos Sinos, que abastece uma população de mais de um milhão de pessoas, um parque industrial e a agricultura, principalmente orizícola. A reunião foi proposta pela deputada Ana Affonso (PT).
"Não estamos realizando este encontro para buscar culpados, mas para estudarmos soluções para o problema que é grave", enfatizou. Os integrantes da comissão propuseram o estudo de novas culturas agrícolas, programas de conscientização, mais fiscalização e programas preventivos para acumulação de água em épocas de cheias, como barragens e açudes.
Segundo Ana, o abastecimento e o meio ambiente têm que ser prioridades, mas não se pode colocar toda a culpa nos arrozeiros. "O pior é que chegamos a mais um ano tentando atacar um problema que é previsível", comentou. Ela considera que a prioridade na captação deve ser da população.
Para a deputada, o caso do Rio dos Sinos é grave, pois o manancial sofre efeitos da degradação humana, por falta de fiscalização ambiental ao redor do rio. Ana ressaltou que empresas, de grande e pequeno porte, largam produtos químicos ao longo do rio e prejudicam o ecossistema.
O prefeito de São Leopoldo, Ary Vanazzi, afirmou que o Rio dos Sinos não tem capacidade para abastecer as lavouras de arroz. Segundo ele, 63% da água captada no rio no período de novembro a fevereiro é utilizada para a produção do arroz e apenas 28% para o consumo humano. "No período que os arrozeiros não usam a água, 72% vai para a população", destacou.
Vanazzi informou ainda que o nível do rio chegou a um metro no início da semana passada. A média é de 2,5 metros. Por conta da baixa, São Leopoldo e Novo Hamburgo iniciaram um racionamento.
O secretário estadual de Habitação, Saneamento e Desenvolvimento Urbano, Marcel Frison, reconheceu que a situação dos rios dos Sinos e Gravataí só é comparável à do Tietê, em São Paulo, e que o governo se organiza em dois comitês internos que discutem exclusivamente o problema destes mananciais. "Somente em saneamento, o governo estadual está investindo cerca de R$ 400 milhões na região dos Sinos", acrescentou.
Com os investimentos de contrapartida municipais, serão mais de R$ 500 milhões. "Temos que agir, pois esta seca não é mais conjuntural, é algo que já faz parte de nossa realidade", completou Frison.

Fonte: Jornal do Comércio