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Com safra ruim, produtores terão de triplicar importação de cevada no RS

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Chuva e pouco frio prejudicaram a cultura do grão neste ano no estado.
Estado é considerado um dos maiores produtores do cereal no país.

Do G1 RS

A safra de cevada deve ser menor neste ano no Rio Grande do Sul. O motivo é o clima, que prejudicou o desenvolvimento do grão nos últimos meses com muita chuva e pouco frio. O reflexo disso é que o estado, considerado um dos maiores produtores do cereal no país, terá de quase triplicar a importação do produto para atender a indústria cervejeira, como mostra a reportagem do Campo e Lavoura, da RBS TV.

A cevada produzida no solo gaúcho tem destino certo em uma maltaria de Passo Fundo, na Região Norte. O preço mínimo pago pela tonelada é de R$ 560, 17% a mais do que no ano passado. A empresa recebe grãos de quase dois mil produtores e tem capacidade para produzir 110 mil toneladas de malte por ano. Só que a estimativa é de uma safra 30% menor neste ano, o que vai implicar aumento na importação do grão.

O gerente e agrônomo, Dércio Oppelt, diz que vão ter de triplicar a compra do cereal, principalmente vindo da Argentina. “Vamos ter que trazer mais malte de fora, importar mais, trazer mais cevada de fora para fazer o malte aqui em função da qualidade da cevada que, este ano, não tem as melhores condições para o malte”, explica.

Segundo a Emater/RS, o estado tem cerca de 40 mil hectares de área plantada, 20% a mais do que no ano passado. Apesar do aumento nas lavouras, a expectativa é de uma colheita menor, já que houve queda na produtividade.

Mesmo assim, o cultivo segue como um bom negócio para os produtores. Eles têm garantidos a compra e o preço do produto. José Bortolini, por exemplo, plantou 85 hectares. “A gente espera uma produtividade não tão alta. Ainda tem um tempinho até a colheita, mas acho que vai dar para pagar os custos e sobrar alguma coisa”, diz.

O produtor William Westermann plantou 570 hectares de cevada. A expectativa é de uma produtividade de 50 sacas por hectare. “A cevada com preço fixo nos permite hoje ter um preço mais elevado do que o trigo, então isso que é considerado o maior atrativo: o preço”, afirma.

Fonte: G1