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Colheita confirma queda na produtividade

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Fonte: CORREIO DO ESTADO – MS  | REGIÃO NEWS

De qualquer modo o preço atraente do milho reduz a perda econômica

As previsões de quebra na produção do milho safrinha em Sidrolândia por causa da estiagem nos primeiros 40 dias de cultivo, estão sendo confirmadas pelos produtores que iniciaram a colheita, mesmo aqueles onde as lavouras apresentam melhor desempenho.

Produtores como Antenor Cassimi, dono da Fazenda Ibirubá que na safra passada colheram 98 sacas por hectare e neste ano espera alcançar 35 sacas, redução de 65%. Em 100, dos 400 hectares cultivados os efeitos da estiagem foram devastadores ao ponto de inviabilizar a colheita porque as espigas não brotaram. O milharal será transformado em silagem para ajudar na alimentação do gado.

O produtor espera concluir a colheita em 30 dias. Sua expectativa de colher 70 sacas por hectare não se confirmou por causa da estiagem. Nos primeiros 38 dias de plantio, só choveu 12 milímetros e quando a lavoura atingiu 70 dias, o índice pluviométrico avançou mais 10 milímetros. Embora nos 12 hectares que já colheu tenha obtido 45 hectares, seu Antenor acredita numa produtividade na faixa das 35 sacas.

De qualquer modo o preço atraente do milho reduz a perda econômica. Com a cotação a R$ 25,00, a comercialização das 14 mil sacas que deve colher vai gerar um faturamento bruto de R$ 350 mil, 45% a menos que os R$ 509,6 mil obtidos ano passado quando colheu quase 40 mil sacas.

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Nilo Servo, calcula que na média a quebra ficará em 35%, com a produtividade caindo de 70 sacas por hectare (obtida ano passado) para 45. Se confirmada esta expectativa, Sidrolândia fechará a safrinha de milho tendo colhido 3,6 milhões de saca nos 80 mil hectares plantados pelos agricultores da cidade.

Esta produção comercializada a R$ 25,00 (cotação atual do milho) vai gerar um faturamento bruto de R$ 9 milhões. Por conta do problema climático, 2 milhões de sacas deixarão de ser colhidas, que renderiam mais R$ 5 milhões.

Mesmo com a queda da área plantada ( de 85 mil para 80 mil hectares) e da produtividade (de 70 para 45 sacas), o faturamento bruto desta safra será 14% maior que a de 2010, quando chegou a aproximadamente R$ 7,7 milhões. Este ano a comercialização do milho deve chegar a R$ 9 milhões porque o atual preço atual (R$ 25,00) é 92% maior que o praticado ano passado (R$ 13,00).

O preço baixo do ano passado desestimulou muitos produtores que reduziram a área plantada. Quem apostou em mudança na tendência de mercado, como o presidente do Sindicato Rural, Osório Straliotto, que manteve os 1.600 hectares cultivados ano passado, tem rentabilidade assegurada.

Um estudo da Fundação MS de Maracaju, mostrou que o custo de produção aumentou 8,9%, passando de R$ 907,39 para R$ 915,50 o hectare (R$ 16,34 por saca) enquanto a rentabilidade bruta deve ficar em R$ 1.456, ou seja, um lucro líquido de R$ 540,50, que projetado sobre os 80 mil hectares cultivados, representam lucro líquido de R$ 3,4 milhões para quem apostou no milho safrinha.