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COLABORADOR | Radiografia da agropecuária gaúcha | Carlos Adílio Maia do Nascimento

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Em cerimônia na Assembleia Legislativa foi apresentado o livro ‘Radiografia da Agropecuária Gaúcha’. O quórum de grande representatividade chancelou a importância da obra. Iniciativa do deputado Ernani Polo quando na presidência da comissão de agricultura, teve guarida do presidente Alexandre Postal. Trabalho de fôlego, realizado por equipe técnica qualificada, tendo como editor o engenheiro agrícola Rodrigo Ramos Rizzo. Faz diagnóstico detalhado das cadeias produtivas do nosso agro. Foi-nos concedida a honra de prefaciar esta publicação, o que fizemos com prazer por julgá-la iniciativa pertinente e adequada ao momento de transformação que vive nosso país. O agronegócio brasileiro tem sido cada vez mais a âncora do crescimento da economia. O Brasil é um laboratório de fotossíntese: solo, água e sol. Poucas regiões do globo apresentam nosso potencial produtivo, que é complementado pela vocação telúrica de parte significativa de nosso povo.

O RS, que por muito tempo foi considerado o celeiro da Pátria, transformou-se em repositório de capital humano colonizador de outros estados da Federação. Os agricultores gaúchos espalharam-se para Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso, Goiás, Bahia, chegando aos mais setentrionais recantos de nosso país continente. Além da vocação agrícola levam coragem, denodo e grande capacidade de organização. Os agricultores gaúchos são admirados e respeitados em todo o lugar em que aportam, sendo exemplo de determinação e vontade de vencer. Ao cumprir este fado, o RS esvaziou-se um pouco de empreendedores e até foi superado por outros estados em volume de produção. Entretanto, aqui permaneceu a tenacidade e aquele poder indomável e sincero proclamado em nosso hino. A radiografia do agronegócio é uma prova concreta da adequada percepção de nossos legisladores. Diagnóstico fiel de nossa realidade aponta virtudes, potenciais e óbices em nosso macrossistema de produção agrícola. O desempenho dentro da porteira é satisfatório e se moderniza. Carecemos de infraestrutura de transporte, armazenagem, energia e comunicação, bem como políticas que assegurem renda ao produtor, permitindo-lhe realizar a grande revolução tecnológica sem volumoso endividamento como sói acontecer. A obra lançada pelo presidente Pedro Westphalen deverá ser dinâmica, atualizada periodicamente e tornar-se livro-texto na rede escolar, induzindo as novas gerações a valorizarem adequadamente o trabalho do campo.

presidente do IBPS

Fonte: Correio do Povo | Carlos Adílio Maia do Nascimento