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Código depende de investimento

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Sem investimentos na contratação de novos servidores, capacitação e informatização de órgãos ambientais estaduais no país, o Novo Código Florestal corre o risco de ficar no papel. O alerta foi feito, ontem, durante palestra na Fundação de Economia e Estatística (FEE), pelo professor do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural da Ufrgs Carlos Guilherme Adalberto Mielitz Netto e pela pesquisadora e geógrafa da FEE Mariana Lisboa Pessoa. "Como incluir, em cinco anos, 5 milhões de estabelecimentos no Cadastro Ambiental Rural?", questionou Netto. Segundo ele, como não houve detalhamento, o pagamento por serviços ambientais, previsto pelo texto vigente desde maio, também poderá ser de difícil aplicabilidade. Mariana lembrou que, embora a legislação brasileira seja destaque no mundo, nunca foi cumprida e fiscalizada. "Esse continua sendo o desafio. O Brasil ainda não tem condições técnicas para isso."

Fonte: Correio do Povo