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Caravana de mobilizações reúne servidores pelo RS até o dia 18

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Representantes de diversas categorias de serviços estaduais começaram por Pelotas, no Sul do Rio Grande do Sul, uma caravana de mobilizações para reunir servidores antes da assembleia geral que abrangerá diversas entidades, marcada para o dia 18 de agosto para definir o rumo dos protestos após a medida adotada pelo governo de parcelar o salário do funcionalismo público.
Cerca de 500 pessoas se concentraram no Calcadão do município para mostrar insatisfação. Em Pelotas, a maioria das escolas da rede estadual não teve aula. Na Polícia Civil, os atendimentos seguiram reduzidos a casos de flagrantes e urgências, como na segunda-feira (3), diz em que ocorreram mobilizações e paralisações em todo o estado. No presídio, agentes da Susepe seguem com atividades parciais e não fazem escolta de presos para audiências. O serviço de ônibus, que havia sido suspenso, voltou ao normal nesta quarta (5).
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De acordo com Sérgio Arnoud, presidente da Federação Sindical dos Servidores do RS (Fessergs), o objetivo das caravanas é dialogar com os funcionários públicos e com a população em cada uma das regiões, e conta com sindicatos relacionados a educação e segurança. Nesta quarta, a cidade visitada é Santa Maria, na Região Central.
Em todo o estado, servidores decidiram manter o funcionamento parcial de serviços até o dia da assembleia geral em Porto Alegre.
Mais de 47% dos servidores estaduais não receberam o salário integral do mês de julho. O pagamento será feito em três parcelas. Na sexta (31), os trabalhadores receberam a primeira, de R$ 2.150,00. Outra parcela, de R$ 1 mil, deve ser depositada até o dia 13 de agosto. Para os funcionários que recebem salário superior a R$ 3.150,00, o restante será pago até 25 de agosto.
Como fica
As áreas mais afetadas são Educação e Segurança. Segundo o sindicato dos professores (Cpers-Sindicato), a adoção do turno reduzido nas escolas estaduais deve ser mantida até o dia 17 de agosto, véspera da assembleia geral da categoria. Nesse período, os professores pretendem realizar "aulas de cidadania" nas escolas, para informar a comunidade escolar sobre os motivos da mobilização.
A Secretaria Estadual da Educação (Seduc) diz que não há nenhum levantamento sobre o turno reduzido nas escolas. A pasta diz que as escolas da rede estadual devem cumprir o calendário escolar, com o carga horária e o número mínimo de dias letivos previstos.
Na área da segurança, a Brigada Militar diz que o policiamento ostensivo foi normalizado nas ruas, mas que a operação padrão adotada no fim de semana é mantida. De acordo com a Abamf, que representa cabos e soldados, apenas os carros da polícia que estiverem com a situação regularizada irão às ruas.
Já a Polícia Civil mantem algumas restrições no atendimento à população. Apenas as ocorrências que caracterizem algum tipo criminal estão sendo registradas nas delegacias e plantões e as demais devem ser feitas pela internet.
A Ugeirm, que representa escrivães, inspetores e investigadores, diz ainda que os agentes não vão mais trabalhar em regime de sobreaviso e que todos os procedimentos levarão em conta as condições estruturais e o efetivo disponível.

Fonte : Globo