CANA – Unica vê ‘boas oportunidades’ para o etanol após Acordo de Paris

Para cumprir a meta, Brasil tem que produzir 50 bilhões de litros de biocombustível até 2030

usina_etanol_milho (Foto: Patrícia Barbosa)

País precisaria de mais 75 usinas para produzir etanol, diz executiva (Foto: Patrícia Barbosa)

A União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) disse nesta quinta-feira (17/12), ter recebido com "otimismo" o Acordo de Paris, firmado durante a COP-21 pela maioria dos países e que prevêlimitar o aquecimento global a um teto de 1,5 grau Celsius neste século. Para a presidente da entidade, Elizabeth Farina, "as metas podem indicar boas oportunidades para a expansão internacional do etanol".

saiba mais

A soma das atuais Contribuições Nacionalmente Determinadas Pretendidas (INDC, em inglês)apresentadas pelas nações envolvidas no acordo aponta para uma emissão global de 55 gigatoneladas (Gt) de gases de efeito estufa (GEEs)em 2030. Entretanto, para que se atinja essa pretensão, esse volume não pode passar de 40 Gt, segundo a Unica.

"A mistura do etanol à gasolina colabora no processo de mitigação de GEEs. A aplicação dessa medida em curto prazo também pode ser fundamental para que os países atinjam resultados quinquenais positivos", afirmou Farina.

Considerada uma das metas mais ambiciosas na COP21, a INDC do Brasil prevê, até 2030, a participação de 18% de biocombustíveis na matriz energética, e um aumento de 10% para 23% no uso de energias renováveis (solar, eólica e biomassa) na matriz elétrica. De forma geral, nos próximos dez anos o País deverá cortar 37% das suas emissões de GEEs – com base nos níveis de 2005.

Conforme a Unica, para cumprir sua INDC, o País terá de produzir 50 bilhões de litros de etanol carburante em 2030 – atualmente, este volume é de 28 bilhões de litros. Para isso, a Unica avalia que será necessário construir aproximadamente 75 novas unidades produtoras de etanol,considerando uma moagem média, por usina, de 3,5 milhões de toneladas de cana.

Com a ampliação, a cadeia sucroenergética brasileira promoveria a criação de quase 250 mil novos postos de trabalho diretos nos próximos 15 anos, com potencial de atingir mais 500 mil empregos indiretos. Os investimentos na ampliação da capacidade produtiva chegariam a US$ 40 bilhões, acrescenta a entidade.

POR ESTADÃO CONTEÚDO

Fonte : Globo Rural