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Campo e Lavoura – Relações internacionais Delegação de embaixadores em busca de negócios na Expodireto

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Grupo de 40 diplomatas tem interesse por tecnologia de produção e compra de implementos e grãos. Participação estrangeira soma 70 países

Delegação de embaixadores em busca de negócios na Expodireto Diogo Zanatta/Especial

Diplomatas buscam negócios com produtores e empresários que passam por Não-Me-ToqueFoto: Diogo Zanatta / Especial

Em apenas um dia, a Expodireto-Cotrijal recebeu 33 embaixadores ávidos pelo agronegócio brasileiro. Espalhados por estandes de máquinas e em lavouras experimentais, os diplomatas buscaram informações para estreitar as relações comerciais. O interesse é principalmente pela tecnologia de produção e pela compra de implementos e grãos.

— Muitos negócios externos são concretizados a partir de contatos feitos por diplomatas aqui na feira — conta Leonardo Einsfeld, um dos coordenadores da área internacional da 18ª edição da Expodireto, que neste ano teve a participação de 70 países.

Os 33 embaixadores e sete diplomatas desembarcaram na quinta-feira em Não-Me-Toque juntamente com o ministro da Agricultura, Blairo Maggi. Pela quarta vez participando da feira, o embaixador da Nigéria no Brasil, Adamu Emozozo, trocou informações com expositores, produtores e empresários.

— A agricultura brasileira nos interessa, e muito. Para abastecer a Nigéria, precisamos de produtos e expertise daqui — disse Emozozo, acrescentando a disposição do país em levar agricultores brasileiros para produzir na África.

No mesmo dia, representantes do setor arrozeiro relataram ao embaixador do México, Eleazar Velasco Navarro, os entraves nas negociações do arroz brasileiro para o país da América do Norte — iniciadas há dois anos.

Rodeado de embaixadores, o ministro da Agricultura afirmou que o Brasil precisa intensificar o comércio internacional de alimentos, hoje em 6,9%, para 10%.

— O mercado nacional é muito dinâmico. Todos os países que estão aqui representados são potenciais clientes do Brasil — disse Maggi, acrescentando que o México pode ser um grande parceiro comercial, devido às dificuldades de política externa que começam a surgir com os americanos.

O ministro evitou adiantar qualquer informação sobre o Plano Safra, que será anunciado nos próximos meses, e eventual baixa de juro do crédito agrícola — hoje entre 8,5% e 10,5% ao ano — disse:

— Estamos discutindo o novo plano, mas não quero anunciar nenhum número para não criar expectativa ou ser cobrado depois.

Por: Joana Colussi – de Não-Me-Toque

Fonte : Zero Hora