Campo e Lavoura – Avanço na agropecuária foi à base de frango

 

Setor rural foi o único a registrar crescimento no Estado no período de julho a setembro

Enquanto indústria e serviços acumulam queda no desempenho da economia gaúcha em 2015, a agropecuária se mantém isolada com resultado positivo. No acumulado do ano, cresceu 10,7%. Na comparação do terceiro trimestre de 2015 com igual período de 2014, avançou 18,4%, segundo dados da Fundação de Economia e Estatística (FEE).

Passado o segundo trimestre, quando a soja mostra toda sua força sobre o PIB do Rio Grande do Sul, no terceiro trimestre, foi a pecuária que teve impacto sobre os números, em especial a produção de aves. A distribuição das vendas dessa indústria costuma ser mais uniforme ao longo dos quatro trimestres, explica o diretor-executivo da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), José Eduardo dos Santos. Mas 2015 é diferente:

– Como esse é um ano atípico, de retração, talvez tenha se localizado neste período uma demanda maior.

Rio Grande do Sul caminha para recorde de trimestres com PIB negativo

No mercado externo, o RS, terceiro maior produtor e exportador do país – atrás de Santa Catarina e Paraná – encontrou espaço extra no apetite mais voraz do Oriente Médio, da Rússia, que ampliou as habilitações de frigoríficos, e até do México e de outros países onde a gripe aviária causou baixas nos negócios.

No cenário nacional, o setor de aves também irá fechar o difícil 2015 com avanço. Houve crescimento em produção (3,5%) e volume exportado (4%) de frango. Em receita, há o contraste entre dólares e reais. Na moeda americana, o recuo foi de 11%. Na brasileira, aumentou 25%, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Resultado do crescimento constante no mercado islâmico, da manutenção do share japonês e do avanço em território chinês.

– Superamos a China e nos tornamos o segundo maior produtor mundial, só perdendo para os Estados Unidos, mantendo o posto de maior exportador – conta Francisco Turra, presidente da ABPA.

Há projeção de bons negócios também para 2016: alta entre 3% e 5%. Em tempos de crise, um resultado mais do que animador.

Fonte : Zero Hora