Campo e Lavoura – Agropecuária é o único setor da economia gaúcha que fechará 2015 em alta

 

O crescimento de 9,4% foi puxado pela safra recorde de grãos, que chegou a 32,4 milhões de toneladas

Agropecuária é o único setor da economia gaúcha que fechará 2015 em alta Tadeu Vilani/Agencia RBS

O desempenho do setor foi puxado pela safra recorde de grãos, que chegou a 32,4 milhões de toneladas de grãos neste anoFoto: Tadeu Vilani / Agencia RBS

A agropecuária será o único setor da economia gaúcha que fechará 2015 com alta. O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da atividade foi de 9,4%, na comparação com o ano passado. Enquanto isso, a indústria teve queda de 8,9% e o setor de serviços 1,5%. O desempenho foi divulgado nesta segunda-feira pela Federação da Agricultura no Rio Grande do Sul (Farsul).

— Foi o crescimento da agropecuária que fez o PIB gaúcho cair menos do que o do Brasil — avaliou Antônio da Luz, economista-chefe da Farsul.

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O desempenho do setor foi puxado pela safra recorde de grãos, que chegou a 32,4 milhões de toneladas, representando um aumento de 13% em relação ao ano anterior. O destaque foi a produção de soja, que atingiu a marca histórica de 15,7 milhões de toneladas. Em 2015, o valor bruto da produção agropecuária gaúcha chegou a R$ 37,8 bilhões, um acréscimo de 8% em relação a 2014.

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Para o próximo ano, segundo a Farsul, o setor agropecuário não conseguirá segurar uma queda maior do PIB gaúcho, que neste ano deverá fechar com variação negativa de 2,75%. Pela projeção da entidade, a economia do Estado deve sofrer uma queda de 2,8% em 2016.

— O setor não será capaz, sozinho, de reverter a contaminação vinda do ambiente de incertezas econômicas — complementa o economista.

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Em 2016, a produção de grãos no Rio Grande do Sul deverá ser 6% menor que a deste ano, chegando a 30,6 milhões de toneladas. Uma das causas da safra menor são os problemas causados pelo fenômeno El Niño, especialmente pelo atraso no plantio das lavouras de arroz. A redução no desempenho vai depender ainda da variação da taxa de câmbio nos preços.

— O que se espera hoje é uma redução do PIB agropecuário em 2016. O cenário dependerá da questão cambial, que hoje está ajudando o produtor a compensar a baixa do preço das commodities no mercado internacional — explica Carlos Sperotto, presidente da Farsul.

Fonte  : Zero Hora