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CAMPO AERTO | Gisele Loeblein

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  • ZONA RURAL COM NOME E SOBRENOME

    A audiência pública marcada para amanhã, na Câmara de Vereadores, será o primeiro passo do caminho a ser trilhado para Porto Alegre recuperar sua zona rural. Colocará em discussão o projeto de lei complementar 007/2014, que retoma o conceito suprimido pelo Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano Ambiental.
    Pela regra em vigor, os locais onde há produção primária na Capital entram na categoria “rururbana”. O problema, segundo os defensores do novo projeto – de autoria do Executivo – é esse.
    – O conceito atual é um híbrido. A Secretaria Municipal do Meio Ambiente não pode dar licença porque a área é considerada cidade. E produtores não conseguem financiamento. Isso prejudica a renda de quem passou bom tempo na atividade rural – afirma Humberto Goulart, secretário da Produção, Indústria e Comércio de Porto Alegre.
    Um grupo de trabalho vinha se debruçando sobre o tema e deu subsídio para o texto da legislação a ser apreciado pelos vereadores. Segundo o estudo, a área rural representa menos de 10% do total – cerca de 4,5 mil hectares.
    Embora pequena, é carregada de frutos. A Capital está entre os 10 maiores fornecedores de folhosas da Ceasa. O cardápio vai além: frutas (destaque para pêssego e melão) e pecuária – 25 mil cavalos, 9,7 mil bovinos e 3,7 mil ovinos, entre outros. São 720 propriedades e 1.263 produtores. Cleber Vieira, presidente do Sindicato Rural, ressalta, ainda, que existem áreas de preservação ambiental inseridas de forma harmoniosa neste espaço:
    – Precisamos refletir que futuro queremos para a cidade.
    A produção está concentrada na Zona Sul, para onde também têm se espraiado empreendimentos imobiliários. Presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado, Ricardo Sessegolo, diz que a entidade ainda não formalizou posição sobre o assunto.
    – Vejo como algo positivo. Define o que é a zona rural – avalia o dirigente.

  • AO FUTURO GOVERNADOR

    Responsáveis por captar e processar mais de 1,8 milhão de litros de leite por dia, as 54 empresas que formam a Associação das Pequenas Indústrias de Laticínios do Estado (Apil-RS) têm à mão uma carta para o governador eleito José Ivo Sartori com pedido de políticas de apoio às agroindústrias. Entre as dificuldades apontadas, está o custo do frete para coleta em propriedades distantes e com pouco volume de produção.
    – Ao assumir esse compromisso, as pequenas indústrias se tornam incapazes de competir em igualdade de condições – diz Wlademir Pedro Dall’Bosco, presidente da Apil-RS.
    A entidade construiu a carta em encontro anual em Machadinho.

  • DE PORTEIRA EM PORTEIRA

    Com outros projetos voltados ao setor, o Sebrae-RS quer ficar ainda mais perto do produtor. Para isso, criou uma unidade móvel para atendimento exclusivo do agronegócio. O projeto-piloto do agromóvel começou a ser executado há um mês e em 2015 deve ganhar combustível extra.
    – Queremos ir até o produtor para identificar quais dos nossos projetos podem ajudá-lo – explica Marco Kappel Ribeiro, diretor-técnico do Sebrae-RS.
    A unidade percorreu inicialmente municípios da Fronteira Oeste. Hoje, o principal projeto da entidade voltado ao setor primário é o Juntos para Competir, desenvolvido com Senar-RS e Farsul.
    Em 2014, o programa envolveu 2,5 mil produtores em 21 projetos e ações em atividades como bovinocultura, ovinocultura, suinocultura e agroindústrias.
    Ao avaliar o cenário econômico para 2015, o presidente do Sebrae-RS, Vitor Koch, prevê um ano de ajustes, diante da alta de juro:
    – Aumento de taxa retrai o mercado e encarece o crédito – avalia Koch, que se despede da presidência da entidade após quatro anos de gestão.

  • DUAS CHAPAS, UM NOME

    Marcada para hoje, a eleição da nova diretoria do Sebrae-RS tem duas chapas inscritas. Uma é liderada pelo presidente da Federação da Agricultura do Estado (Farsul), Carlos Sperotto. A outra, pelo superintendente estadual do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-RS), Gilmar Tietböhl. Na prática, no entanto, o setor chegará com posição única, segundo Sperotto.
    A presidência do Sebrae costuma intercalar representantes das áreas que compõem a entidade. Nessa lógica, a próxima diretoria deve ser do setor primário.

  • O JAPÃO PODERÁ RETOMAR EM BREVE A COMPRA DE CARNE BOVINA BRASILEIRA. O PAÍS ESTARIA EM FASE FINAL DE ANÁLISE DA DOCUMENTAÇÃO BRASILEIRA.

Fonte: Zero Hora