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CAMPO ABERTO – TERRENO PREPARADO

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Desde julho, a indústria de calcário vem sentindo o peso de nova alíquota imposta pelo governo federal para a Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cefm). A modificação veio com a medida provisória 789 e aumentou em 120 vezes a tarifa, explica Roberto Zamberlan, presidente do Sindicalc:

– Pagávamos 2% sobre o valor in natura. Com a medida provisória, 2% sobre o faturamento da empresa.

Tamanha diferença pesou nas contas e fez o setor buscar alternativas em Brasília. Zamberlan diz que o governo se mostrou sensível à reivindicação e assumiu o compromisso de reduzir o percentual para 0,2%, sem abrir mão do faturamento como base de cálculo. O texto está em comissão mista, com relatoria do deputado Marcus Pestana (PSDB-MG).

– Esse insumo é considerado estratégico. Queremos agora o apoio da bancada, quando a proposta do relator for votada – diz o dirigente.

Mais de 90% do calcário produzido no Estado tem como finalidade o uso agrícola. No ano passado, 3 milhões de toneladas do produto foram vendidas.

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GISELE LOEBLEIN

Fonte : Zero Hora