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CAMPO ABERTO – TEMPO DE PREVISÕESPARA A 40ª EXPOINTER

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Com lançamento marcado para hoje no Theatro São Pedro, a 40ª Expointer tem dividido opiniões. De um lado estão os que apostam na possibilidade de a feira manter ou até superar os números do ano passado, quando somou R$ 1,92 bilhão. Do outro, há quem avalie que os valores menores das commodities terão interferência nos negócios, reduzindo o interesse do produtor em investimentos.

? Neste ano, tivemos uma situação atípica, de safra expressiva e preços defasados em todas as culturas. A falta de renda é visível em todos os setores. Isso deve ter impacto. Faz investimento quem precisa ou tem uma boa oportunidade ? avalia o secretário da Agricultura, Ernani Polo.

Para o titular da pasta, chegar ao mesmo patamar de 2016 já será considerado um bom resultado. Ele ressalta, no entanto, que a feira ?não se resume a negócios?. Opinião semelhante tem Francisco Schardong, presidente da Comissão de Exposições e Feiras da Federação da Agricultura do Estado (Farsul):

? Temos galpões e silos cheios, com preço longe do que o produtor precisava. A gestão é espetacular para produzir, mas na hora da venda, isso não ocorre.

Economista do Sistema Farsul, Antônio da Luz vai no mesmo tom e avalia que as pessoas irão bem menos eufóricas para a Expointer do que em outros anos e do que foram para a Expodireto por conta desse contexto (veja nota sobre exportações).

Presidente da Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac), Eduardo Finco tem outra visão: a meta deve ser a de repetir os números do ano passado, mesmo com a redução de inscrição de animais ? houve recuo de 3%, descontadas aves e pássaros que não participam desta edição por medida preventiva à influenza aviária.

? A Expointer tem aquele efeito, o pessoal vai, se entusiasma, vê as melhorias. As máquinas agrícolas têm o apelo da produtividade ? entende Claudio Bier, presidente do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas do Estado (Simers), que tem expectativa de vendas superiores.

O que todos concordam é com o fato de que a feira, que virou Expointer em 1972, segue como a grande vitrine do agronegócio. Para quem é do campo e, também, para quem é da cidade.

? O criador sai com mais ambições, mais comparativos entre os animais. Volta para a propriedade com novas perspectivas ? opina Finco.

gisele.loeblein@zerohora.com.br zerohora.com/giseleloeblein 3218-4709

GISELE LOEBLEIN

Fonte : Zero Hora