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CAMPO ABERTO – SOBRAM POUCAS OPÇÕES À CESA

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Com dificuldade de achar compradores para as unidades colocadas à venda de 12, apenas duas foram negociadas , a Companhia Estadual de Silos e Armazéns (Cesa) terá de refazer seus planos para garantir o cumprimento de acordo trabalhista. O plano B será apresentado amanhã, em reunião do conselho de administração da companhia. E consiste na recolocação dessas filiais no mercado, mas com valores diferentes.

Secretário da Agricultura, Ernani Polo explica que as tentativas levavam em consideração preços médios das avaliações dos imóveis. A ideia é partir dos mínimos.

– Com certeza, é o valor que tem dificultado as vendas. E o momento complicado da economia. Além disso, não é só a compra, o interessado tem de fazer investimentos nas estruturas – entende Polo.

Agora, é feita avaliação para ver se é legalmente possível ter editais a partir do preço mínimo. Ao mesmo tempo, o governo trabalha na proposta de liquidação da Cesa, como antecipou a coluna há duas semanas.

No início do ano, a secretaria anunciou pacote de vendas de unidades da Cesa, com o objetivo de fazer caixa para cumprir acordo trabalhista feito com o Sindicato dos Auxiliares de Administração de Armazéns Gerais do Estado do Rio Grande do Sul (Sagers). Mas apenas a filial de Júlio de Castilhos e a de Nova Prata foram negociadas. Ficaram Bagé, Palmeira das Missões, Erechim, Passo Fundo, Cachoeira do Sul, São Gabriel I e II, Cruz Alta, Santa Rosa e Santa Bárbara.

– O acordo em si já terminou. Estamos dando prazo até o final do mês para que sentem conosco e cheguem a uma resolução, senão, volta o valor de 100% – diz Lourival Pereira, presidente do Sagers.

Se a quantia original da ação for retomada, o governo terá prejuízo de cerca de R$ 300 milhões, garante o dirigente.

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GISELE LOEBLEIN

Fonte : Zero Hora