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CAMPO ABERTO – RESPIRO SIM, SUSPIRO NÃO

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Depois da subida expressiva de quase 9% neste ano, a queda. O recuo de 3,01% no PIB previsto pela Federação da Agricultura do Estado (Farsul) para a agropecuária em 2018 está, no entanto, longe de ser um tombo rumo ao precipício.

A situação está mais para um passeio por um grande arranha-céu. Depois de chegar ao topo, o visitante descerá alguns andares, mas continuará tendo vista privilegiada do horizonte. A safra recorde colhida em 2017, com patamares impensados no início do ciclo, ajudou a puxar o Brasil e o Estado para fora do fundo do poço.

– O agronegócio é importante sempre, mas neste ano foi ainda mais – pontua Antônio da Luz, economista-chefe do Sistema Farsul.

Foi o efeito de transbordamento. Ou seja, o campo extrapolou seus limites e "contaminou" positivamente outros setores. Mas, se na economia a colheita recorde fez toda a diferença, o mesmo não pode ser dito sobre o efeito no bolso do produtor. Com desvalorização das commodities, a margem ficou apertada – no caso da soja, por exemplo, a receita bruta caiu 5% mesmo com alta de 14% na produtividade. O alento é que os prognósticos para o próximo ano são de recuperação de preços:

– Haverá aumento na rentabilidade, mas as margens ainda serão mais apertadas. É um ano melhor, mas longe de ser espetacular – pondera Luz.

O produtor poderá respirar melhor, mas ainda não estará na fase dos suspiros.

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GISELE LOEBLEIN

Fonte : Zero Hora