.........

CAMPO ABERTO – OS DESTAQUES

.........

– Agrícola: Cooperativas de Crédito Rural com Interação Solidária – Cresol Central SC/RS

-Pecuária: Laboratório de Leite da Univates

-Florestal: Celulose Riograndense

-Cooperativas Agrícolas: Cotrijal Cooperativa Agropecuária e Industrial

– Trabalhadores Rurais: Associação da Juventude Rural de Arroio do Tigre

-Rural: Associação Gaúcha Pró-Escolas Famílias Agrícolas

-Propriedade Agropecuária Modelo: Casa Popular Eficiente e o Centro de Aprendizagem para as Energias Renováveis e Geração Descentralizada

-Mídia Agrícola: Lizemara de Araújo Prates

-Desenvolvimento Agrário: Associação da Rede de Cooperativas da Agricultura Familiar e da Economia Solidária

-Público Agropecuário: Embrapa Clima Temperado

– Agricultura Ecológica: Associação Regional de Produtores Agroecologistas da Região Sul

– Agricultura Familiar: Cooperativa das Atividades Agroindustriais e Artesanais do Pacto Fonte Nova Ltda

no radar

A menos de um mês do final do ano, produtores ainda esperam decreto com a regulamentação do novo teto do crédito fundiário – de R$ 140 mil. Quando esteve no Estado, a secretária de Reordenamento Agrário, Raquel Santori, afirmou que o programa seria relançado neste mês. Para isso, no entanto, é necessário que saia o decreto. O assunto será pauta de reunião marcada para hoje, em Brasília.

167,7 mil

é o número de questionários já coletados pelos pesquisadores do Censo Agropecuário do IBGE no Estado. O levantamento, iniciado em 1º de outubro, prossegue até 28 de fevereiro. Na última pesquisa, foram mapeados 442 mil estabelecimentos agropecuários.

Foco na resistência

A preocupação com o avanço da resistência nas lavouras de soja do Rio Grande do Sul é o fio condutor de encontro que ocorre na próxima semana em Porto Alegre, em parceria entre a superintendência do Ministério da Agricultura e a Secretaria da Agricultura. Do ponto de vista técnico, o vazio sanitário seria a opção mais recomendada, observa Ricardo Felicetti, chefe da Divisão de Defesa Vegetal da secretaria, que justifica:

– Pelo fato de não haver novos princípios ativos a serem lançados nos próximos 10 anos, e pela situação de sucesso vista em outros Estados que adotaram a medida.

Felicetti cita Goiás, que adotou o vazio sanitário (período de, no mínimo, 60 dias sem plantas vivas de soja no campo) em 2007 e conseguiu reverter a resistência do fungo da ferrugem asiática aos produtos de controle. Jairo Carbonari, chefe do Serviço de Sanidade Vegetal do ministério no Estado corrobora que, do ponto de vista técnico, não existe mais dúvidas sobre a necessidade da medida. Mas o encontro, que contará com técnicos da Embrapa Soja, Embrapa Trigo e Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef), tem como objetivo sensibilizar o setor para este tema.

– É um problema de todos os envolvidos na produção. E estamos empurrando com a barriga – reforça Carbonari.

Dos grandes produtores de grãos no país, o Rio Grande do Sul é o único Estado a não adotar o vazio sanitário. Um dos argumentos era o de que o inverno fazia naturalmente o controle, mas isso não tem ocorrido em razão do pouco frio registrado na estação.

crescimento que vai na direção do agronegócio

Atenta aos resultados em regiões onde o agronegócio é a base da economia, a rede de franquias Casa da Construção quer ampliar o número de unidades no Rio Grande do Sul – hoje tem cinco lojas. Consultor em expansão da marca, que aluga equipamentos para construção civil, Renato Almeida conta que a busca é por parceiros em Cachoeira do Sul, São Gabriel, Alegrete, São Lourenço do Sul, Uruguaiana e Santana do Livramento:

– O segmento não teve retração. É um círculo virtuoso, que favorece outros meios. O varejo é muito beneficiado.

Levantamento mostrou que 48 lojas em regiões agrícolas tiveram resultado 20% superior em faturamento. Com 25 anos e 250 unidades, a Casa da Construção tem como meta chegar a 300 pontos em 2018. Com betoneiras, compactadores, andaime e ferramentas elétricas como carros-chefes, diz que o perfil de clientes cresceu muito.

– Hoje, a pessoa quer utilizar, sem ter a posse do equipamento. É uma economia solidária, digamos assim – completa o consultor.

gisele.loeblein@zerohora.com.br gauchazh.com/giseleloeblein 3218-4709

GISELE LOEBLEIN

Fonte : Zero Hora