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CAMPO ABERTO – O QUE MUDA

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Alguns dos pontos alterados com a nova lei, que vale para indústrias sob fiscalização estadual

-Separa a atividade de inspeção da de fiscalização, hoje feitas por um mesmo servidor ( fiscal estadual agropecuário).

-Na prática, permite que a inspeção seja feita por profissional da iniciativa privada habilitado pela Secretaria da Agricultura.

-A contratação será via empresas credenciadas pelo Estado. O profissional será treinado.

-A fiscalização seguirá sendo feita pelos fiscais.

Aposta nos rústicos

Apesar da crise vivida pela pecuária brasileira no último ano, com excesso de oferta e recuo de preços, a Federação da Agricultura do Estado (Farsul) aposta nos animais rústicos para fazer bons negócios durante a 40ª Expointer. Na 13ª Feira de Novilhas e Ventres Selecionados, que será realizada no dia 31, na pista J do parque Assis Brasil, em Esteio, serão ofertados 500 animais das raças angus, devon, hereford e sintéticas. No ano passado, o faturamento chegou a R$ 990 mil, com a venda de 577 exemplares. Para este ano, repetir as médias será considerado bom resultado.

? Os rústicos terão papel importante em Esteio. A pecuária desmentirá momento de crise ? diz Francisco Schardong, presidente da Comissão de Exposições e Feiras da Farsul.

Segundo José Antônio Cardoso, da Santa Úrsula Remates, ?o perfil do comprador da feira é o criador que busca gado de qualidade?.

? Estamos em uma retomada de mercado. A qualidade dos animais mostrará isso ? afirma João Wolf, da Associação Brasileira de Angus (ABA).

no radar

Ainda sobre a terceirização, uma dúvida importante não tem resposta: quem irá arcar com os custos de treinamento dos veterinários da iniciativa privada? Isso está sendo decidido. Mas se cair no colo do Estado, é um contrassenso, já que um dos argumentos para o novo modelo é a falta de recursos para chamar concursados aprovados.

dupla insatisfação

A abertura das inscrições para processo seletivo de 300 médicos veterinários temporários para atuar no Ministério da Agricultura causou duplo descontentamento entre os fiscais federais agropecuários do Estado. Primeiro, porque a categoria é contra essa solução, que não resolve em definitivo o déficit de profissionais, estimado em 1,6 mil no país.

Segundo, porque o Rio Grande do Sul terá direito a apenas 12 dessas vagas temporárias. O Paraná terá 65, e Santa Catarina, 35. Até o Pará será contemplado com mais profissionais: 13.

1.437 animais rústicos foram inscritos para a 40ª Expointer. Descontados 590 pássaros (que não participam da feira) e 46 ovinos naturalmente coloridos (na lista dos de argola), são 14 a menos do que em 2016.

MARFRIG, O RETORNO

Tem a marca da oportunidade a decisão da Marfrig de retomar as operações da unidade de Alegrete, na Fronteira Oeste. Aliás, não é só o frigorífico no Rio Grande do Sul que está sendo reaberto. Cinco unidades (em MT, GO, RO, MS e a do RS) voltarão a abater, com perspectiva de gerar 4,5 mil vagas, e elevar a capacidade instalada em cerca de 20% no quarto trimestre, somando 300 mil cabeças por mês.

No município gaúcho, serão mais de 600 funcionários, segundo o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Alimentação ? a empresa ainda não confirma o número de contratações. A estimativa é de que já no próximo mês as operações reiniciem. Oficialmente, a Marfrig afirma que a expansão se deve a maior oferta de gado, provocada ?pelas características cíclicas desse mercado e pelo cenário macroeconômico?. Mas há outra explicação: existe espaço deixado pela JBS, que enfrenta crise de confiança após as delações dos Batista.

A planta de Alegrete é estratégica: é a única no Estado habilitada a realizar embarques para a China.

Para o município da Fronteira Oeste é, sem dúvida, uma excelente notícia. A Marfrig era a segunda maior empregadora, atrás só da prefeitura. O que ninguém consegue garantir é que a empresa não mude de ideia novamente.

? Abrindo agora, depois resolvemos o amanhã. É essencial reabrir, porque há oferta enorme no Brasil ? diz Pedro Piffero, pecuarista e dirigente da Farsul.

Prata da casa

Três auditores fiscais federais agropecuários do Estado foram selecionados pelo Ministério da Agricultura para atuar como adidos agrícolas no Exterior. A coordenadora do Laboratório Nacional Agropecuário (Lanagro-RS), Priscila Moser, foi selecionada para vaga na Argentina. Tiago Charão, chefe da divisão técnica laboratorial, para o Vietnã. E o superintendente do ministério no Estado, Roberto Schroeder, ficou com vaga de suplente ? são selecionados três fiscais por país ? para a Rússia.

O trio participará agora de treinamento de em Brasília. O posto deve ser assumido até o fim de setembro. O adido assessora o embaixador em assuntos do agronegócio. Até 2018, o Brasil deverá ter 25 adidos nomeados.

gisele.loeblein@zerohora.com.br zerohora.com/giseleloeblein 3218-4709

GISELE LOEBLEIN

Fonte : Zero Hora