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CAMPO ABERTO – NOVOS PATAMARES

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Duas variáveis estão por trás da projeção da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) de recuo na safra de grãos no Rio Grande do Sul no ciclo 2017/2018. A primeira é o elevado patamar de comparação. Os números do verão passado foram um ponto fora da curva e dificilmente serão repetidos.

A segunda é o fato de a semeadura ter sido problemática em mais de uma cultura – caso do trigo e do arroz.

No primeiro levantamento deste ano-safra, o órgão estabelece um limite superior e um inferior para os dados – algo como um cenário mais otimista e outro mais pessimista. A colheita deve ficar entre 5,6% e 7,9% menor, somando de 33,36 milhões a 34,22 milhões de toneladas (veja acima).

– Esses prognósticos ainda estão muito incipientes, com exceção do trigo, que está no fim do ciclo, e o milho, com boa parte da lavoura plantada – pondera Carlos Bestetti, superintendente da Conab no Estado.

Os próximos três meses devem ser bons para a soja, com chuva entre a média e um pouco acima da média, segundo Bestetti. Não se sabe, no entanto, como será lá na frente, na fase crítica de desenvolvimento do grão, que ocorre em fevereiro.

O que já se sabe é que a área de milho encolherá – o recuo pode chegar a até 16,4%, embora a estimativa na superintendência regional é de que a diminuição fique na casa dos 12%.

– O que chama a atenção é a redução da área de milho irrigado. E isso preocupa – observa o superintendente.

LEONARDO LAMACHIA

Novo presidente da Febrac

Eleito ontem em chapa de consenso, o advogado e criador Leonardo Lamachia, 42 anos, será o presidente da Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac) nos próximos dois anos. A posse ocorre em 7 de dezembro no parque Assis Brasil, em Esteio. Confira trechos da entrevista à coluna.

Qual é o principal desafio da federação nos próximos dois anos?

É conseguir se viabilizar para prestar melhor serviço e facilitar a vida do associado, do produtor. Um dos nossos projetos é melhorar, capacitar a gestão das associações. A federação tem como missão levar informação e possibilitar que participem de feiras, visando acessar mercado e mais conhecimento técnico.

Como diluir custos nas exposições, que têm cada vez menos animais?

Se conseguirmos profissionalizar a gestão das associações, faremos com que consigam captar recursos. Para devolver aos associados, em contrapartida financeira ou não, para haver número maior de animais nas exposições. A Expointer é um ponto de atenção. As estrelas são os animais, mas as inscrições vêm caindo.

gisele.loeblein@zerohora.com.br gauchazh.com/giseleloeblein 3218-4709

GISELE LOEBLEIN

Fonte : Zero Hora