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CAMPO ABERTO – LUZ NO FIM DE TUDO

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O ano de 2017 ficará marcado como período de grande turbulência para as indústrias brasileiras de proteína animal. Depois de arrancada animadora, o segmento viu os negócios no Exterior trancarem em diferentes obstáculos. Primeiro, foi a Operação Carne Fraca. Depois, vieram as delações da JBS. E, por último, a ?greve branca? dos auditores fiscais agropecuários e a manifestação dos caminhoneiros, que atingiu em cheio o setor de aves e de suínos no Estado.

O volume de negócios no mercado internacional é 4% menor nas aves e 2% nos suínos. Ainda assim, Francisco Turra, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) projeta crescimento no ano de 2% e 4%, respectivamente.

? Até o fim de março, vínhamos com crescimento nas exportações acima do normal. Deu a Operação Carne Fraca e perdemos 74 mercados de cara. Causou estragos ? admitiu o dirigente, um dos convidados do evento Tá Na Mesa, da Federasul.

Hoje, só cinco países ( Congo, Benin, São Vicente e Granadina, São Cristóvão e Neves e Moçambique) mantêm algum tipo de restrição às carnes brasileiras por conta do efeito Carne Fraca. A representatividade, no entanto, é pequena (0,4% nas aves e 0,2% nos suínos).

A mobilização recente de auditores fiscais agropecuários, contra as contratações de médicos veterinários temporários, é outro motivo de preocupação para as empresas. O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, teria solicitado à ABPA levantamento sobre os locais onde a greve branca está ocorrendo.

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GISELE LOEBLEIN

Fonte : Zero Hora