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CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein VINHEDOS ENCOLHERAM

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    O sinal amarelo acendeu para o setor vitivinícola gaúcho. Dados do Cadastro Vitícola 2013-2015, divulgados ontem por Embrapa Uva e Vinho e Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), mostram que a área dos vinhedos encolheu, assim como o número de estabelecimentos. O Rio Grande do Sul fechou 2015 com 40,33 mil hectares cultivados, redução de 1,9% na comparação com 2012, último dado disponível até então.
    As propriedades passaram de 15.185 a 14.417. Bento Gonçalves, Caxias do Sul e Flores da Cunha foram alguns dos municípios que puxaram para baixo a estatística. Só nas três cidades, foram fechados 845 estabelecimentos.
    – Um fator que provavelmente leva à redução da área e de propriedades é a dificuldade de contratação de mão de obra – estima Loiva Ribeiro, pesquisadora da Embrapa Uva e Vinho.
    Das 17 microrregiões gaúchas listadas, 12 tiveram redução na área. Entre as que seguiram o caminho oposto e cresceram destacam-se Vacaria (aumento de 7%) e Serras de Sudeste (25% de incremento).

  • MUDANÇAS TENTAM DAR FÔLEGO AO IGL

    Desidratado desde a interrupção do convênio para repasse de recursos do Fundoleite, o Instituto Gaúcho do Leite (IGL) tenta ganhar novo fôlego, capaz de fazer a entidade mais do que existir, a ser relevante. Ontem, em assembleia geral, foi escolhida nova diretoria. Gilberto Piccinini, da Cooperativa de Suinocultores de Encantado (Cosuel), deixa o cargo.
    Assume o comando do IGL Carlos Joel da Silva, presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do RS (Fetag-RS). Mário Nascimento, coordenador técnico da agricultura e do meio ambiente da Famurs, será o vice e diz que o objetivo é “retomar o diálogo com indústrias e Estado”:
    – Vamos propor a reformulação do estatuto, talvez com a saída ou a inclusão de entidades.
    Desde a criação, em 2013, o instituto enfrentou questionamentos da indústria – há empresas que rechaçam a contribuição compulsória determinada pela lei que criou o Fundoleite – e da Federação da Agricultura do Estado (Farsul), que não integra o IGL.
    – Não participamos porque não concordamos com a composição. Mas nunca se fechou o diálogo – afirma Jorge Rodrigues, presidente da Comissão de Leite da Farsul.
    Alexandre Guerra, presidente do Sindicato das Indústrias de Laticínios e Produtos Derivados do Estado, também se diz aberto a conversas, “desde que atendam aos interesses de associados”.
    Para funcionar a pleno, o instituto precisa ainda retomar uma fonte de recursos. No ano passado, o convênio com a Secretaria da Agricultura para repasses do Fundoleite – que somaram R$ 1,26 milhão em 2016 – foi cancelado. Com isso, os projetos que seriam executados foram suspensos.
    – O instituto é independente. Pode e deve buscar parcerias com outros órgãos e inciativa privada – afirma Nascimento.

  • NO RADAR

    Começa hoje, em Frederico Westphalen, mobilização da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul contra a reforma da Previdência. As ações vão até sexta-feira, por mais de 40 pontos do Estado.


    Afastado do cargo por força de liminar, Carlos Kercher, presidente da Companhia Estadual de Silos e Armazéns (Cesa), esteve presente, ontem, em ato que marcou o pagamento da primeira parcela de venda da unidade de Júlio de Castilhos.

  • MISSÃO MERCADO EXTERNO

    Ao cumprir no próximo mês roteiro por seis locais diferentes no Exterior, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, fará a defesa da qualidade da carne brasileira. Ele também participará de eventos oficiais, mas terá na bagagem da missão o desafio de aparar eventuais arestas que tenham ficado em razão da Operação Carne Fraca.
    O primeiro destino será Riad, na Arábia Saudita. Depois, Abu Dhabi, nos Emirados Árabes. De 14 a 21, visitará Hong Kong, Xangai e Pequim, na China. A última parada será Bruxelas, na Bélgica, onde fica até o dia 24. Terá reunião com o Comitê de Organizações Profissionais da Agricultura, a Confederação Geral das Cooperativas Agrícolas da UE e autoridades locais.

  • CESA NEGOCIA DUAS DE TRÊS UNIDADES

    A Companhia Estadual de Silos e Armazéns (Cesa) vendeu ontem a segunda unidade. Foi a de Nova Prata, arrematada por proposta única de R$ 1,6 milhão feita por empresa da Serra. Parte do projeto de enxugamento da estatal, a venda engloba total de seis filiais no primeiro semestre.
    A planta de Júlio de Castilhos foi adquirida pela Cooperativa Agropecuária de Júlio de Castilhos (Cotrijuc) por R$ 6,78 milhões. Ontem, foi feito pagamento de 50% desse valor. A outra metade será desembolsada com a entrega da escritura.
    As estruturas de Santa Rosa também foram oferecidas, mas não tiveram interessados. Conforme o presidente interino da Cesa, Claudio Cava Correa, nova licitação deverá ser feita. Estão ainda no pacote de vendas Cruz Alta, Passo Fundo e Santa Bárbara, sem data.
    Lourival Pereira, presidente do Sindicato dos Auxiliares de Administração de Armazéns Gerais, diz que os valores pagos até o momento “estão bem abaixo do mercado”:
    – Essas avaliações estão deixando a desejar. Mas a responsabilidade é da direção da empresa.
    Colaborou
    Fernando Soares

    Fonte : Zero Hora