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CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein TERRENO FÉRTIL NO SEGUNDO SEMESTRE

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    O segundo semestre é, tradicionalmente, o período de maior demanda de fertilizantes no país e no Estado. Neste ano, a tendência é de alta nos negócios, por conta da projeção de aumento da área de soja. Analistas avaliam, no entanto, que a adubação por hectare possa registrar pequena queda, por conta das relações de troca (número de sacas necessárias para adquirir uma tonelada de adubo) menos atrativas do que no ano passado.
    – A alta da soja em Chicago e a valorização do real favorecem a compra de fertilizantes. Em julho, as aquisições provavelmente serão boas por conta disso – explica Fábio Rezende, analista de mercado da INTL FCStone.
    Agosto, setembro e outubro costumam ser os meses de pico da procura por fertilizantes para áreas de soja. Números divulgados nesta semana referentes ao primeiro semestre mostram pequeno recuo, quase estabilidade, nas entregas ao mercado (veja abaixo) no país e também queda no volume comercializado no Estado.
    Rezende explica que o mercado nacional estava aquecido nos dois primeiros meses por conta da safrinha – semeada no Centro-Oeste e no Sudeste. Houve crescimento da área e os preços do milho eram melhores do que agora.
    A partir de abril, houve desaceleração, mas ainda assim a demanda se manteve relativamente boa. Depois disso, o cenário se inverteu, com a procura pelo produto começando a diminuir. A primeira explicação vem do preço do fertilizante, com leve alta no mercado interno. Ao mesmo tempo, as commodities estavam com preços em queda, o que deixou a relação de troca menos atrativa.
    – O atraso na comercialização dos grãos da safra atual também acabou afetando um pouco as compras. O produtor não estava tão capitalizado – afirma o analista.
    O economista-chefe do Sistema Farsul, Antônio da Luz, concorda. A baixa rentabilidade deixou o agricultor mais descapitalizado:
    – Existe movimento maior de compras quando os financiamentos de custeio começam a ser liberados.
    O Estado foi um dos que mais teve queda nos negócios no primeiro semestre. Além dos fatores acima mencionados, pesou também o fato de os gaúchos não terem segunda safra. E, no trigo, o desestímulo fez muitos produtores reduzirem o pacote tecnológico nas lavouras.

  • FINALISTAS DEFINIDOS

    As últimas vagas à final do Freio de Ouro 2017 foram definidas no fim de semana, em Brasília. Na classificatória realizada no Parque de Exposições da Granja do Torto, oito conjuntos carimbaram o passaporte para a disputa que ocorre em agosto, durante a Expointer.
    Por ser a última seletiva da temporada, a disputa foi ainda mais acirrada. Além disso, competidores de outros Estados, como Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, tiveram de superar o desgaste de percorrer longas distâncias até chegar à capital federal. O primeiro lugar entre as fêmeas foi conquistado pela égua El Barquero 04 Patagonia, montada por Fabricio Barbosa (foto). O animal, da Cabanha El Barquero, de Porto Alegre, alcançou nota 18,840.
    Entre os machos, a melhor colocação foi do cavalo Hino da Saff, da Cabanha Saff de Joinville (SC), conduzido pelo ginete Everton Valim. O conjunto fechou o circuito com nota 20,002. Também conquistaram vagas as fêmeas La Pátria da Bela Aliança, Esmeralda do Rio das Pedras e Xinoca do Amanhecer e os machos Taberneiro de Santa Angélica, LAA Cianureto e Faceiro da Mangueira Velha.
    No total, 96 conjuntos disputarão o título do Freio de Ouro 2017, de 24 a 27 de agosto, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio.

  • SISTEMA DO INCRA EM MODO DE ESPERA

    Ferramenta utilizada por produtores e profissionais cadastrados para validar informações de georreferenciamento de imóveis rurais, o Sistema de Gestão Fundiária (Sigef), do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), não está funcionando desde o último dia 23.
    O alerta veio de leitor da coluna, que está tentando fazer o registro de uma área rural desde o fim do mês de junho. O prazo para retorno do sistema foi alterado três vezes.
    Consultado pela coluna, o Incra informou, por meio da assessoria de imprensa, que o Sigef está indisponível desde o dia 23 de junho para manutenção e adequações técnicas, que têm como objetivo aprimorar a ferramenta. O restabelecimento do funcionamento está previsto para o próximo dia 25.

  • NO RADAR

    A indústria de carne bovina tem esperança de retomar o mercado americano no encontro marcado para hoje entre o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, e o titular da pasta nos EUA, Sonny Perdue. Medidas adotadas pelo Brasil para atender exigências sanitárias serão detalhadas.

  • EXPORTAÇÕES ENCORPADAS

    Ganharam corpo os embarques de toras de madeira pelo terminal de contêineres do porto de Rio Grande, no primeiro semestre deste ano. Conforme o Tecon, houve alta de 208%, com 1.303 contêineres exportados nos seis primeiros meses de 2017, ante 423 em igual período de 2016. O principal destino são países orientais, como China, Coreia do Sul, Coreia do Norte, Japão e Taiwan.
    Para o diretor presidente do Tecon, Paulo Bertinetti, esse avanço tem relação com o sistema de estufagem de toras, implantado no ano passado. Pesou, ainda, a proximidade do terminal com florestas de pinus e eucaliptos.

    Fonte : Zero Hora