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CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein SUSAF AINDA PRECISA GANHAR FÔLEGO NO RS

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    Em vigor há cinco anos, com o objetivo de permitir a venda de produtos das agroindústrias fora dos municípios de origem, o Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar, Artesanal e de Pequeno Porte (Susaf) ainda caminha a passos lentos. De 2012 para cá, 21 municípios conseguiram a habilitação. Das 497 cidades gaúchas, 229 solicitaram a adesão.
    – Acho pouco. Mas o Susaf hoje é uma realidade. E os impactos são muito positivos onde houve a inclusão no sistema – afirma o presidente da Assembleia, deputado Edegar Pretto (PT), autor da lei que implementou a ferramenta.
    O assunto será tema de seminário que ocorre hoje no Teatro Dante Barone. No caminho entre o pedido feito e a conquista do certificado, estão dificuldades como convencer prefeitos de que é necessário investir em um Serviço de Inspeção Municipal (SIM) eficiente. Há ainda falta de equipe técnica da Secretaria da Agricultura com dedicação exclusiva para as auditorias. Conforme Vilar Gewehr, chefe da Divisão de Inspeção da secretaria, atualmente 14 auditores atuam nos processos do Susaf, mas têm de se dividir com outras tarefas. Muitos deles fazem inspeção, por exemplo.
    – Se houvesse 10 auditores exclusivos, conseguiríamos fazer o processo todo sem problemas – estima Gewehr.
    O ideal seria que, em seis meses, o município estivesse habilitado. Mas o tempo de resposta, em muitos casos, tem sido bem maior. É preciso considerar a falta de agilidade na resposta dada pelas prefeituras – em 76 casos, apenas enviaram o ofício demonstrando interesse, não deram continuidade.
    Houve evolução no número de auditorias realizadas. Em 2013, foram apenas duas. Em 2014, subiram para 20 e, em 2015, para 47. No ano passado caíram para 40 e nos primeiros seis meses deste ano, já somam igual número. A meta para 2017 é chegar a 80.
    – Para avançar no Susaf, dependemos de três fatores: do Estado, dos Serviços de Inspeção Municipal e das agroindústrias – afirma o secretário de Agricultura, Ernani Polo.

  • DA COR DO INVERNO

    A geada registrada no Estado cobriu de branco as lavouras de trigo (na foto, área experimental em Passo Fundo). Temor dos produtores se ocorrer em setembro, o fenômeno não traz a mesma preocupação no atual estágio de desenvolvimento.
    – O trigo é uma planta de inverno, consequentemente, tolera temperaturas baixas. A geada foi mais benéfica do que maléfica, porque o frio impede o aparecimento de doenças, principalmente oídio e ferrugem – explica Claudio Dóro, assistente técnico regional da Emater.
    Diretor da Biotrigo, André Cunha da Rosa confirma que, “pelo estágio que o trigo está no Estado, não se espera maiores danos”, mas ressalta que a geada “foi extremamente forte”:
    – No período vegetativo, o trigo é bastante resistente. Mas mesmo que a planta fique queimada, tem volta, é possível recuperar.
    No Paraná, no entanto, como há muitas lavouras na fase de floração, a projeção é de que ocorram perdas devido à geada.
    – O florescimento é o período mais sensível, porque pode se perder a fertilidade – explica o diretor da Biotrigo.
    No Rio Grande do Sul, os próximos 30 dias serão de crescimento intenso da cultura.

  • EM BUSCA DE APOIO À TERCEIRIZAÇÃO

    Na tentativa de conquistar o apoio dos prefeitos, o secretário da Agricultura, Ernani Polo, apresenta hoje na Famurs o projeto de lei 125, que trata da possibilidade de contratar médicos veterinários da iniciativa privada para realizar o serviço de inspeção.
    Presidente da entidade, o prefeito de Rio dos Índios, Salmo Dias de Oliveira, diz que será tomada uma posição a partir desse encontro, que deve ser favorável:
    – Vem ao encontro de demanda que o Estado não tem condições de atender. Hoje, temos uma fila de empreendedores, especialmente na área de produção animal, que estão precisando de inspeção em seus estabelecimentos. Os municípios se sentem pressionados a ceder profissionais para viabilizar empreendimentos.
    A Famurs deve apresentar sugestão de emenda à proposta do Executivo. Será para que, nas cidades em que veterinários são cedidos, a taxa paga ao Estado seja revertida aos municípios.
    O texto da terceirização tramita em regime de urgência. É questionado por entidades que representam médicos veterinários e fiscais estaduais agropecuários.

  • SEMENTE DO BOM RESULTADO

    Escolha de cultivar, época de plantio e manejo podem fazer o rendimento por hectare de soja ser de R$ 1,6 mil a mais. É o que aponta o Ensaio de Cultivares em Rede de Soja, safra 2016/2017, parceria entre Fundação Pró-Sementes e Farsul.

  • CRESCENDO LEGAL

    Criado com o objetivo de combater o trabalho infantil no campo, o Instituto Crescer Legal formou as duas primeiras turmas com 30 jovens aprendizes rurais, em Candelária e Vera Cruz, no Vale do Rio Pardo. O programa foi criado com base na Lei do Aprendiz. Oferece formação teórica e prática a alunos de 15 a 17 anos, no turno inverso à escola.
    – Temos certeza de que estes jovens serão futuros líderes em suas comunidades – avalia o diretor-presidente do instituto, Iro Schünke, também presidente do SindiTabaco.
    Outras três turmas seguem em andamento em Santa Cruz do Sul, Vale do Sol e Venâncio Aires. O curso tem 920 horas e, na primeira etapa, envolveu cem alunos.

  • Fonte : Zero Hora