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CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein SUBSÍDIO RESTRITO

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    A Assembleia Legislativa aprovou ontem, por 39 votos a 11, projeto de lei que altera o programa Mais Água, Mais Renda. Criada em 2012, no governo Tarso Genro, e transformada em lei em 2013, a iniciativa tinha como objetivo incentivar o aumento da área irrigada. De lá para cá, o uso da tecnologia somaria cerca de 80 mil hectares a mais, segundo a Secretaria da Agricultura.
    A principal alteração do texto está no bolso. O programa cortará o subsídio – pagamento da primeira e da última parcela – concedido pelo governo do Estado aos médios e grandes produtores (que era de 75% e 50%, respectivamente). Somente os pequenos continuarão tendo direito ao benefício (de 100%).
    A opção pela mudança tem relação direta com os problemas existentes nos cofres públicos. Desde o ano passado, começaram a vencer as parcelas de contrapartida a serem dadas pelo Estado. O valor em subsídios a ser pago, referente a 2016, é de R$ 2 milhões. Para este ano, a estimativa sobe para R$ 6 milhões. Depois, a projeção é que comece a cair e se estabilize em R$ 3 milhões.
    – Esse recurso, no início do programa, foi importantíssimo para criar a cultura da irrigação. Agora, essa ideia se internalizou. Se já foi aceita, por que fazer paternalismo em época de recursos escassos? – questiona Nadilson Roberto Ferreira, coordenador do Mais água, Mais Renda.
    João Augusto Telles, presidente do Clube da Irrigação e da Comissão de Irrigantes da Federação da Agricultura do Estado (Farsul), afirma que o mais importante do programa é a questão da licença ambiental agilizada:
    – Claro que seria interessante o subsídio, mas, neste momento, nossa maior briga é a agilidade na licença que o Mais Água, Mais Renda tem.
    Secretário da Agricultura à época da criação da iniciativa, o deputado Luiz Fernando Mainardi (PT) lamentou a decisão:
    – É um pequeno subsídio, como estímulo. Esse apoio que o Estado dá, recebe 10 vezes mais na forma de aumento de produtividade. É um programa de desenvolvimento econômico, mas, infelizmente, o governo não tem essa visão.
    À proposta original do projeto de lei foi acrescentada uma emenda, de autoria do deputado Elton Weber (PSB), que volta a incluir os pecuaristas familiares no programa e retoma redação que fala sobre o desembolso.

  • NO RADAR

    Blairo Maggi, ministro da Agricultura, disse que pretende conversar sobre a questão do Funrural com o governo. Ele avalia como “muito grave” o passivo criado. “Temos de interferir urgente para, no mínimo, conseguir fazer o refiz desse processo, caso contrário a situação ficará muito difícil. É uma quantidade de dinheiro muito grande”, disse Maggi na abertura da Tecnoshow Comigo, em Rio Verde (GO).

  • DUAS ETAPAS ABREM A TEMPORADA

    Brasil e Argentina promovem simultaneamente duas classificatórias do Freio de Ouro. Em Esteio, os animais começaram a chegar e as provas do Bocal de Ouro se estendem até domingo. Reúnem apenas estreantes – serão 96. Neste ano, duas grandes novidades: os exemplares passarão por avaliação de veterinários da Federação Equestre Internacional e a premiação contemplará o quarto lugar, com o troféu Bocal de Alpaca. No total, 16 conjuntos poderão carimbar o passaporte para a grande final da competição, organizada pela Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC).
    Na Argentina, a seletiva inicia-se hoje e vai até a sexta-feira, no Parque de Exposições de Palermo (foto). No total, oito conjuntos serão classificados.


    Os embarques de carne de frango e de suíno registraram queda de volume em março, em relação a igual mês do ano passado. Os recuos foram de
    4,1% e 3,4%
    segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal. Um dos motivos foi a retração das vendas para mercados que suspenderam importações após a Operação Carne Fraca. Em receita, houve alta de 13,6% e 39,5%, respectivamente.

    Fonte : Zero Hora