.........

CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein – SETOR DE CARNES DE NOVO NO ALVO

.........

 

No momento em que o Brasil se prepara para dar explicações aos americanos, na tentativa de convencê-los a reabrir o mercado para a carne bovina in natura, o setor volta a ser sacudido por denúncias, dessa vez feitas por Wesley Batista, da JBS. Segundo reportagem do jornal Valor Econômico, ele afirmou no anexo da delação premiada que a empresa pagava valores mensais a cerca de 200 fiscais do Ministério da Agricultura para que flexibilizassem a aplicação das regras sanitárias.
As quantias seriam de R$ 1 mil a R$ 20 mil. E haveria uma lista dos servidores beneficiados com o esquema.
O Ministério da Agricultura não se pronunciou oficialmente sobre o assunto, que promete ser munição extra à Operação Carne Fraca. Na próxima segunda-feira, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, tem encontro marcado com o titular da mesma pasta nos Estados Unidos, Sonny Perdue. Esse novo ingrediente pode fazer entrar água nas negociações.
Sobre a acusação feita por Wesley, o presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais Agropecuários (Anffa Sindical), Mauricio Porto, diz que, sem confirmação, “prefere não se manifestar”:
– Essa tal lista de servidores vem sendo comentada há algum tempo. Mas não sabemos se tem um nome, dois ou 200. Também não temos informações se a totalidade é de fiscais.
A Anffa solicita que sejam realizadas investigações para apurar a veracidade das informações. O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal, Francisco Turra, também cobra que os fatos sejam “profundamente esclarecidos” e afirma desconhecer essa prática que Wesley diz ser recorrente no mercado frigorífico.
O ministério tem 2,6 mil auditores fiscais agropecuários. Desse total, cerca de 600 atuam especificamente na inspeção de produtos de origem animal. É por isso que as denúncias apresentadas precisam, sim, ser completamente esclarecidas. Para o bem de quem faz trabalho sério na inspeção e, principalmente, para a saúde do consumidor.

  • ÚLTIMA CHANCE

    A classificatória de Brasília, neste final de semana, é a última chance para conjuntos que desejam obter vaga à final do Freio de Ouro, realizada na Expointer. No total, 96 animais (48 machos e 48 fêmeas) estarão aptos a disputar o título da principal prova da raça crioula.
    Na seletiva realizada na Granja do Torto, serão oito vagas.
    – Brasília tem feito um magnífico trabalho no crescimento da nossa raça nesta importante região. Temos um ciclo muito competitivo e acredito que em Brasília não será diferente – opina Eduardo Suñe, presidente da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC), organizadora da prova.
    Vice-presidente de eventos da entidade, Eduardo Azevedo diz que, a cada ano, as classificatórias ficam mais profissionais, e, por isso, estão mais competitivas:
    – Está muito parelho o nível.
    Azevedo completa: entre os machos, poderá haver surpresas e animais que não são cotados para o título poderão sair vencedores. Entre as fêmeas, o nível “também está altíssimo”. A final do Freio de Ouro é uma das principais atrações do primeiro final de semana da Expointer, que vai de 26 de agosto a 3 de setembro.

  • NO RADAR

    O VENCIMENTO do custeio de arrozeiros do RS e de SC foi prorrogado, de julho e agosto para setembro e outubro. O anúncio do Banco do Brasil atende a pedido da Federação das Associações de Arrozeiros do Estado (Federrarroz).

  • TOMATE NA DIETA DE BÚFALOS

    Na Chácara das Verduras, em Viamão, não há mais espaço para o desperdício. Focada na produção de hortigranjeiros, a propriedade familiar decidiu dar outro destino aos produtos antes descartados para a comercialização. Tomate, batata-doce, repolho e aipim passaram a ser usados na suplementação do plantel de 110 búfalos.
    – Desde o ano passado estamos dando essa alimentação, que é um complemento – explica Maurício Rech, proprietário da chácara.
    Amanhã, a propriedade será palco de um dia de campo, promovido pela Associação Sulina de Criadores de Búfalos.

  • APOIO AO LEITE

    Preocupadas com o aumento das importações de leite feitas pelo Brasil, entidades ligadas à indústria e aos produtores apresentaram a representantes do Ministério da Agricultura e do Desenvolvimento Social e Agrário alternativas para evitar que o preço ao produtor despenque. Secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados, Darlan Palharini explica que um dos pedidos é para que o governo faça compra emergencial de 20 mil toneladas de leite em pó:
    – É uma ação preventiva, porque, com a entrada da safra, a tendência é de excesso de produção. Com a compra do governo, a ideia é que não haja queda tão significativa no preço ao produtor.
    No primeiro semestre, as importações subiram 5%.

    – – –

    Impulsionado pela safra recorde de grãos e por resultados de segmentos da pecuária, o valor bruto da produção brasileira está estimado em R$ 536 bilhões segundo o Ministério da Agricultura, alta de 4,3% em relação à quantia de 2016.

  • EXPANSÃO À VISTA

    Será com a presença do governador José Ivo Sartori que a cooperativa Ouro do Sul, de Harmonia, no Vale do Caí, fechará contrato de financiamento, via BRDE, para expansão da unidade de produção de leitões. Serão R$ 12,5 milhões, que permitirão ampliar o número de matrizes de 2,2 mil para 4,2 mil. A partir dessa mudança, a produção de leitões passará de 1,1 mil para 2,1 mil por semana.
    – Com isso, também não dependeremos mais da produção de terceiros, seremos autossuficientes – explica Ronei Lauxen, diretor da Ouro do Sul.
    As obras estão no início, e a estimativa é de que sejam concluídas até o final do próximo ano. Serão dois pavilhões para gestação e cinco para maternidade.
    A ampliação da cooperativa irá gerar, com o projeto, 65 vagas, entre temporárias e permanentes.

  • Fonte : Zero Hora