.........

CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein RECUO DA REFORMA TRABALHISTA ATÉ BAIXAR A POEIRA

.........

 

  •  

    A repercussão negativa em torno do projeto de lei que trata da reforma trabalhista no campo foi tamanha que, o autor do projeto, deputado Nilson Leitão (PSDB-MT) decidiu dar alguns passos para trás. Criada, a comissão especial que avaliaria a proposta 6442/2016 deveria ser instaurada nas próximas semanas. Mas pedido feito pelo parlamentar ao presidente da Câmara deve jogar para o segundo semestre essa ação (leia mais nas páginas 6 e 7).
    – Devo pedir para não deixar instalar a comissão por enquanto. De repente, fazer uma comissão geral mais para frente – disse Leitão, que é presidente da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA).
    Um dos pontos mais polêmicos é o artigo que dá margem à interpretação de que o trabalhador possa ser pago com casa e alimentação. O deputado diz que não é bem assim, que a intenção “não é jamais trocar salário por comida”. O texto será reescrito.
    A verdade é que este, no entanto, não é o único problema da proposta apresentada por ele. Há outros pontos delicados, como a possibilidade de intervalo de até quatro horas. Na prática, o trabalhador poderá ter de ficar o dia inteiro no trabalho se essa regra passar.
    – O projeto transfere para o empregado o risco do empreendimento – observa a advogada Jane Berwanger.
    Há ainda a questão do trabalho intermitente – que não é uma exclusividade do rural, já foi aprovada na reforma do urbano. Mas talvez o maior risco esteja na negociação feita caso a caso, mediante as regras do mercado. Na prática, dá mais poder ao empregador, à medida que, se a oferta de mão de obra for abundante, ele poderá se dar ao luxo de escolher o funcionário que se ajuste às normas.
    – Esse acordo individual é ilusório, torna o empregado muito vulnerável. Deixa margem para o patrão fazer a coisa do seu jeito – complementa Jane.

  • NO RADAR

    FOI APROVADO, por unanimidade, o plano de reestruturação da Cosulati. Sediada em Pelotas, a cooperativa tem 2,9 mil associados. Com passivo de R$ 168 milhões, aprovou a liquidação judicial em assembleia em novembro do ano passado.

  • MAIS PERTO DO PÚBLICO

    Os recursos para a 40ª Expoleite e 13ª Fenasul, de 24 a 28 de maio, em Esteio, já estão praticamente assegurados. Os patrocinadores – bancos, associações, empresas do setor e cooperativas – sinalizam com R$ 200 milhões, para custear a feira. A meta agora é buscar verba extra para divulgar o evento, que deve reunir 30 mil pessoas.
    As atrações foram planejadas para o público urbano. Uma das novidades será o pub do queijo, com menu do chef Joaquim Aita, que funcionará de quinta a domingo (25 a 28/5), das 11h às 22h. O tíquete, de R$ 35, dará direito à degustação livre de queijos, embutidos, pratos quentes e uma taça de vinho ou suco de uva. A iniciativa é do Sindilat-RS, com apoio de Apil e Farsul.
    – Construímos nova configuração da feira, envolvendo entidades e constituindo uma comissão executiva para que possamos impulsionar mais a Fenasul/Expoleite, com roupagem diferente – afirma Ernani Polo, secretário da Agricultura.
    Neste ano, a produção gaúcha de leite está estimada em 4,7 bilhões de litros.
    – Da porteira para dentro, conseguimos resultado que não foi possível da porteira para fora – ressaltou Francisco Schardong, presidente da Comissão de Exposições e Feiras da Farsul.

  • À ESPERA DA VOTAÇÃO

    Criadores de suínos aguardam com expectativa votação do projeto de lei do Executivo que reduz a alíquota de ICMS cobrada na venda interestadual de animais vivos. A proposta tramita em regime de urgência e está prevista para ser apreciada hoje.
    A lei vem para substituir decreto que igualmente diminuía em 50% a taxa do imposto – que passava de 12% para 6%. O documento venceu em 31 de dezembro e, desde então, produtores estão tendo de pagar ICMS cheio.


    CERCA DE 10 MIL PESSOAS SÃO ESPERADAS NA EXPOARROZ, QUE COMEÇA HOJE EM PELOTAS E VAI ATÉ QUINTA-FEIRA. SÃO MAIS DE CEM EXPOSITORES E PROGRAMAÇÃO QUE INCLUI RODADAS DE NEGÓCIOS.

  • GANHOS PELO CAMINHO

    A soja mostra toda a sua força nas exportações do agronegócio do Rio Grande do Sul. Números divulgados pela Federação da Agricultura do Estado (Farsul) revelam que, em abril, a receita do grão cresceu 35,29% (veja ao lado) e 26,92% em volume.
    Em abril, já começa a entrar para a exportação a safra recém-colhida. E se em dólares a tonelada teve alta de 6,59%, em reais, a situação é diferente. O preço está menor do que em igual mês do ano passado. A diferença se explica pela taxa de câmbio atual e pelos elevados valores do frete, que deixam parte dos ganhos pelo caminho.

    Fonte : Zero Hora