CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein PPCI DO PARQUE À MÃO

 
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    Depois de seis meses interditado, o Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, finalmente recebeu, ontem à tarde, a liberação dos bombeiros para toda sua área, cinco dias antes do início da 38ª Expointer, conforme antecipou a coluna. A avaliação feita é de que o espaço está apto a receber os visitantes, a partir de sábado.
    – Na comparação das fotografias de 13 de fevereiro, quando foi lavrado o auto de interdição, o parque está totalmente diferente. Os riscos estão minimizados – garante o titular do 8º Comando Regional dos Bombeiros (CRB), tenente-coronel Darlan da Silva Adriano.
    Agora, segue a força-tarefa montada com 12 homens, trabalhando 12 horas por dia, para dar conta da avaliação do Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndio (PPCI) individual das estruturas fixas que existem dentro do parque e dos estandes montados para os nove dias da exposição.
    – Nos adaptamos ao que pediram – completa o subsecretário do parque, Sérgio Bandoca Foscarini, sobre os ajustes requisitados pelos bombeiros.
    Entra nesta lista a solicitação para a colocação de 40 brigadistas de incêndio em pontos considerados mais críticos, que futuramente deverão passar por reparos. Em maio deste ano, durante a Expoleite-Fenasul, apenas parte da área foi liberada para o evento, com isolamento de gradil e homens para monitorar o fluxo de visitantes.
    Terminada a Expointer, a empresa contratada pelo Estado para elaborar o PPCI terá outras etapas a cumprir. O comandante do 8º CRB lembra que em 45 anos de existência, o parque “não teve melhorias estruturais”.
    – Faz parte do contrato concluir o PPCI definitivo – completa o subsecretário Bandoca.
    Quando a 38ª Expointer terminar, será aberta uma nova contagem, para a feira do ano que vem. Quanto antes se iniciarem as obras, menos correria ficará para a edição de 2016.

  • AO ALCANCE DO CLIENTE

    Na cidade americana de Donahue, no Estado de Iowa, um modelo de negócio chama atenção na beira da estrada: uma loja de produtos coloniais sem vendedor. Carnes de gado e de suíno congeladas, queijos, pães e ovos são oferecidos no local. Quem passa pela rodovia pode parar, escolher o que quiser e deixar o dinheiro equivalente da compra (no detalhe). A movimentação é controlada só por câmeras de vídeo.
    – Até hoje, apenas um comprador levou mais mercadoria do que o dinheiro deixado – conta Joan Maxwell, produtora rural ao lado do marido John Maxwell.
    A foto do comprador “infiel”, captada pelas câmeras, foi impressa e afixada na loja com pedido para que o avisassem que havia faltado dinheiro na compra.
    – Conhecidos dele viram a foto e o avisaram. Poucos dias depois, ele nos ligou dizendo que queria pagar a compra – lembra John, proprietário da Cinnamon Ridge Farms, que cultiva mais de 2 mil hectares de milho e soja, além de criar gado, suínos e aves.
    O modelo de negócio self service de produtos coloniais não é comum nos Estados Unidos. A opção foi feita para economizar mão de obra. Imagine se o negócio fosse copiado no Brasil.

  • FOTOS JOANA COLUSSI

  • CHEGADA GUIADA

    Para ficar perto da mãe, já que ainda não desmamou, um cordeiro nascido há 10 dias enfrentou a longa distância entre a propriedade, em Uruguaiana, e o parque Assis Brasil, em Esteio. (Leia mais sobre a chegada dos animais na página 17)
    Foi recebido pelo secretário da Agricultura, Ernani Polo (foto), que o carregou nos braços.
    – Acredito que teremos uma feira positiva, em que pese a situação econômica atual – afirmou o titular da pasta.

  • CONEXÃO RÁPIDA

    Com 65% dos financiamentos agrícolas no Estado, o Banco do Brasil aposta em novidades tecnológicas para alavancar os negócios durante e após a Expointer. Para revendas cadastradas, acaba de implementar o sistema Esteira Agro, que tem como objetivo agilizar a análise das propostas.
    – As informações caem direto na central de contratação – explica João Paulo Comerlato, gerente de mercado agronegócios do BB no Estado.
    O banco desenvolveu ainda aplicativo para a Expointer (detalhe), com simulador de financiamentos. A meta é repetir os números de 2014: R$ 1,038 bilhão em propostas.

  • PRESSÃO TOTAL

    Na peregrinação feita por gabinetes, de deputados e secretários do governo, para barrar o projeto de lei que reduz o percentual de apropriação de crédito presumido, representantes da indústria de carnes e leite bateram à porta do chefe da Casa Civil, Márcio Biolchi. O argumento é de que a medida deixará o RS em condição de desigualdade frente a outros Estados.
    – Estamos longe de sermos competitivos tributariamente – diz Guilherme Portella, vice-presidente do Sindilat-RS.
    Há duas reivindicações. A primeira é para retirada do regime de urgência do projeto, dando mais tempo para o debate. A outra, é para derrubar em definitivo a proposta. Amanhã, o grupo deve se reunir com o secretário de Desenvolvimento, Fábio Branco.
    – Acredito que temos espaço para negociar – avalia o deputado Elton Weber (PSB), da base governista.

  • Fonte : Zero Hora