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CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein PL 214: É RETIRAR URGÊNCIA OU VOTAR

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    O projeto de lei 214, que trata da redução de até 30% dos créditos presumidos, volta hoje à ordem do dia da Assembleia Legislativa. A menos que o governo atenda o pedido feito por dois parlamentares da base aliada os deputados Sergio Turra (PP) e Elton Weber (PSB) para que seja retirado o regime de urgência do projeto.
    – O projeto de lei da forma como está, com os cortes previstos, pode colocar em risco muitos setores produtivos do Estado, em especial o de proteína animal. Não está maduro, precisa ser melhor discutido – entende Turra.
    Weber diz que reforçará ao chefe da Casa Civil, Fábio Branco, a solicitação para que o texto tramite sem a urgência. Ele afirma estar trabalhando com entidades do agronegócio para construir emenda à proposta:
    – O governo tem de retirar o projeto, sob risco dele ser derrubado.
    Os dois deputados afirmam que, da forma como está, votariam contra. Líder do governo na Assembleia, Gabriel Souza (PMDB), garante que o Piratini está aberto ao diálogo com o setor e que a solicitação feita será avaliada.
    – Vejo que existem muitos questionamentos internos sobre a proposta. Tem a necessidade de votação para atender o pleito de Brasília (da recuperação fiscal dos Estados), mas, ao mesmo tempo, os deputados com quem a gente conversa entendem que o setor não pode ser prejudicado – afirma Alexandre Guerra, presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado (Sindilat-RS).
    Na semana passada, a entidade reforçou a preocupação com possível oneração do setor à Comissão de Agricultura. Associações de indústrias têm argumentado que o crédito presumido não é benefício e, sim, ferramenta necessária para deixar o Rio Grande do Sul apto a concorrer de igual para igual com outros Estados, diante do cenário de guerra fiscal.
    – Se forem votar favoravelmente ao PL 214, que ouçam os segmentos antes de fazerem qualquer modificação – apela Guerra aos parlamentares e ao governo.

  • O X DA INSPEÇÃO

    Com ajustes ainda sendo feitos no texto, a Secretaria da Agricultura espera protocolar ainda hoje o projeto de lei que permite a atuação da iniciativa privada no serviço de inspeção dos produtos de origem animal. Atualmente, a função é desempenhada por fiscais agropecuários (foto).
    Ontem, a proposta foi apresentada à Maria Angelica Zollin de Almeida, presidente do Sindicato dos Médicos Veterinários do Rio Grande do Sul (Simvet-RS).
    – Não vou dizer que concordo 100% porque ainda não li tudo com calma. Mas se desfez um pouco da má impressão, ainda mais com as alterações que sugerimos – diz Maria Angelica.
    Entre as sugestões da entidade estão a criação de comitê com equipe da secretaria para atualizar e avaliar o sistema. A presidente do Simvet-RS ressalta que é fundamental que a indústria não tenha vinculação com o profissional que fará a inspeção.
    A Associação dos Fiscais Agropecuários do Estado (Afagro) mantém crítica à proposta. A presidente Angela Antunes de Souza afirma que não conseguiu discutir com o secretário a questão de saúde pública. Os fiscais afirmam não ter dúvidas de que há riscos. E lembram que existem aprovados em concurso com validade até 2018 que não foram chamados.
    – Ainda temos abigeato, fraude, intoxicação. Estamos muito longe de um modelo em que a indústria se autofiscalize – completa Angela.
    O secretário da Agricultura, Ernani Polo, diz que aprovados no concurso continuarão sendo chamados, mas não na quantidade necessária para atender à demanda:
    – Estamos tentando racionalizar os recursos. Vários países têm esse modelo de inspeção.

  • PATRIMÔNIO AINDA MAIS VALORIZADO

    O garanhão Equador de Santa Edwiges, que morreu na semana passada em Pelotas, não tinha seguro. Gonçalo Silva, da Trajano Silva Remates, explica que não existe seguradora nacional que faça apólices para cavalos tão valorizados. Só estrangeiras, mas o valor cobrado é considerado elevado.
    – O grande seguro desses animais é o sêmen congelado. O do Equador, daqui a cinco anos, estará valendo cinco vezes mais – projeta Silva.
    A estimativa é feita com base em dois fatores: a renovação do plantel de animais da raça crioula, que ficou abaixo do esperado, e a singularidade do cavalo, que “era único em termos de genética”.
    Vendido por R$ 6,97 milhões, Equador, criado pela cabanha Santa Edwiges, de São Lourenço do Sul, morreu devido a infecção aguda do cólon, apontou a necropsia. Esse tipo de problema é “altamente fatal”, explica o veterinário Henrique Noronha, da Comissão de Assuntos Equestres do CRMV-RS:
    – É um quadro bacteriano grave.

  • NO RADAR

    Com publicação, hoje, de instrução normativa, o Sistema Integrado de Gestão de Agrotóxicos terá 90 dias para ser implementado no RS. A ferramenta permitirá que empresas informem utilização e comercialização dos produtos online. Fiscais poderão acessar dados em tempo real.

  • CRESCIMENTO COOPERATIVO

    Na contramão da crise, as cooperativas gaúchas seguiram crescendo em 2016. É o que mostrará balanço do segmento que será feito amanhã, no Tá Na Mesa da Federasul. Participam do evento, o presidente do Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado (Ocergs/Sescoop), Vergilio Perius, e Márcio Lopes de Freitas, presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).
    – Crescemos e crescemos bem. O cenário está bem colorido – diz Perius sobre o desempenho das cooperativas.
    Os números finais só serão revelados amanhã, mas o presidente da Ocergs/Sescoop adianta que as associadas do ramo agropecuário estão entre as que tiveram expansão no ano passado. Em 2015, os 13 ramos de atividade do cooperativismo do Rio Grande do Sul tiveram faturamento de R$ 36,1 bilhões. Desse total, R$ 22 bilhões vieram do agro.

  • A ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL DE ENOTURISMO (AENOTUR) SERÁ COMANDADA NOS PRÓXIMOS DOIS ANOS POR UMA GAÚCHA. REPRESENTANDO O INSTITUTO BRASILEIRO DO VINHO (IBRAVIN), IVANE FÁVERO FOI ELEITA DURANTE CONGRESSO EUROPEU DE ENOTURISMO E ASSEMBLEIA DA AENOTUR, EM TORGIANO, NA ITÁLIA.

    Fonte : Zero Hora