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CAMPO ABERTO | Gisele Loeblein PEDIDO PARA RETIRAR URGÊNCIA DE PROJETO

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    Entidades ligadas aos médicos veterinários e aos fiscais agropecuários entregam amanhã, na Assembleia Legislativa, pedido para que seja retirada a urgência do projeto de lei que trata da terceirização da inspeção. Assinam a solicitação o Sindicato dos Médicos Veterinários do Estado (Simvet-RS), a Associação dos Fiscais Agropecuários do Rio Grande do Sul (Afagro-RS) e o Sindicato dos Técnicos Agrícolas (Sintargs).
    – O projeto precisa ser melhor discutido. Não pedimos a retirada, mas sim, o regime de urgência – explica Ricardo Capelli, vice-presidente do Simvet-RS.
    As associações encaminharão o documento aos líderes de bancada. Levantamento feito na semana passada pela coluna com as quatro maiores representações indicou que PT tendia a votar contra o texto, PP e PMDB a favor, enquanto PDT ainda não tinha posição.
    Sem o artigo que impõe a necessidade de apreciação em plenário dentro de 30 dias, a contar da data em que foi protocolado – no caso dia 27 de junho –, a avaliação é de que daria tempo para que fossem realizadas audiências públicas com o objetivo de debater o modelo sugerido pelo Piratini.
    – São os consumidores que serão atingidos. Pode parecer algo simples, mas é complexo, que envolve diretamente questões de saúde pública – complementa Capelli.
    Outro ponto considerado importante é a discussão nas comissões. A presidente da Afagro, Angela Antunes, entende que o assunto teria de passar, pelo menos, pelas comissões de Agricultura e de Saúde Pública:
    – Regime de urgência parece necessidade de passar o projeto no atropelo, sem avaliar os riscos.
    O argumento do Estado é de que há empresas que deixam de funcionar ou de realizar ampliações devido à falta de fiscais para realizar o serviço de inspeção. A Secretaria da Agricultura argumenta que vem debatendo o projeto desde maio de 2015, com supervisores internos. Mas entidades reclamam que houve pouca discussão. Em algum ponto, alguém terá de ceder.

  • DOWN UNDER

    Conhecida como a terra down under, pela posição geográfica que ocupa, a Austrália quer a contribuição de investidores brasileiros para desenvolver o agronegócio local. O governo australiano busca atrair investimentos para regiões pouco habitadas e com terras à disposição. É o caso de Queensland, Western Australia (foto) e Northern Territory, que representam quase 40% do território e têm 17 milhões de hectares agricultáveis. O movimento ganhou força nos últimos dois anos, explica o cônsul-geral da Austrália no Brasil, Greg Wallis:
    – Percebemos a sinergia entre o agronegócio dos dois países. Pela extensão de terra, pelo clima, e pela capacidade que os brasileiros tiveram de desenvolver o Cerrado brasileiro.
    Argumentos a favor da Austrália não faltam. O primeiro são os US$ 3,7 bilhões aplicados pelo governo em infraestrutura. Outra vantagem é o acesso facilitado ao mercado asiático, que é geograficamente e comercialmente próximo.
    A Millenium Bionergia é uma empresa brasileira que está desembarcando na Austrália. Depois de 16 meses de estudos, optou por Queensland e no dia 22 inaugura escritório. Levará projeto de usina de etanol full flex, com duas unidades industriais no mesmo local – utilizando cana de açúcar e milho. O aporte de US$ 150 milhões será por meio de fundos do governo, parcerias com terceiros e financiamentos. A ideia é operar já em 2018.
    – Vamos gerar 600 empregos diretos e 1,2 mil indiretos – afirma Eduardo Lima, presidente da Millenium Bioenergia.

  • A ESTREANTE E O VETERANO

    Foi pé quente a estreia do criador Vinicius Gonzales no circuito do Freio de Ouro. Criador de cavalos de corrida, há dois meses adquiriu a égua Dinastia da Rio Bonito. O animal foi treinado pelo ginete tetracampeão Zeca Macedo ao longo de 35 dias. E deixou a pista da Fazenda Capoava, em Itu, (SP), com o primeiro lugar entre as fêmeas na classificatória (foto).
    Entre os machos, ficou na frente Floreio Gravatá, da Cabanha Gravatá, veterano no circuito – essa é a quarta vez que chega à final da prova. Ele foi conduzido pelo ginete Fabrício Barbosa.
    A última chance de obter vaga na final do Freio, prova organizada pela Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos, será em Brasília, no próximo final de semana.

  • NO RADAR

    O Banco do Brasil sinalizou a prorrogação, por um ano, das parcelas de financiamentos de pecuaristas com vencimento até dezembro de 2017. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil alertou a instituição sobre a contínua desvalorização do boi gordo, ainda mais acentuada após a Operação Carne Fraca e as delações da JBS.

  • MAIS VELOCIDADE

    Com a alta registrada nas cotações da Bolsa de Chicago desde o fim de junho – na sexta-feira bateu a casa dos US$ 10 o bushel –, as cerealistas também registraram melhora na comercialização do grão. Segundo Vicente Barbiero, presidente da Associação das Empresas Cerealistas do Rio Grande do Sul (Acergs), as vendas evoluíram “bastante nos últimos 10 dias”:
    – Chegamos perto de 50% da safra negociada.
    Ainda assim, o percentual é cerca de 15% inferior ao normalmente registrado neste período do ano. A preocupação, a partir de agora, segundo Barbiero, é com o baixo fluxo de navios no porto:
    – Na semana passada, havia caminhões, mas não tinha cotas para embarques.


    O SIMERS ESTIMA AUMENTO NA PROCURA POR ESPAÇOS NA EXPOINTER. SEGUNDO A ENTIDADE, AS ÁREAS PARA EXPOSIÇÃO ESTÃO QUASE TODAS VENDIDAS. NO ANO PASSADO, 130 EMPRESAS PARTICIPARAM DA FEIRA.


    R$ 9,3 milhões é o valor aplicado no primeiro semestre pelo Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento dos Pequenos Estabelecimentos Rurais, em 810 projetos, que vão de melhoria da rede elétrica à compra de sementes e mudas.

  • Fonte : Zero Hora